Em quem "jamais votaria"? 67% respondem Ventura, 21% respondem Seguro

2 fev, 20:38
Mosaico Ventura Seguro

André Ventura está mais próximo do seu potencial que Seguro. Mesmo sendo o candidato que tem maior índice de rejeição declarada

"Para cada um dos candidatos, diga-me por favor se jamais votaria, se admite votar ou se votaria de certeza …?". A esta pergunta, que indica o potencial de voto, 54,3% dos eleitores dizem que "votariam de certeza" em António José Seguro, a que acrescem 24,3% que admitem que "podem votar". Daqui resulta um potencial de voto de 78,6%. Inversamente, olhando para a rejeição, são 21,4% aqueles que dizem que "jamais votaria" em Seguro.

 

 

Já André Ventura tem um índice de rejeição muito superior, com 67,4% a responder que "jamais votaria" no candidato. O seu potencial de voto é de 32,6%, o que resulta da soma de 18,8% daqueles que "votariam de certeza" em Ventura e 13,8% dos que admitem "poder votar":

 

 

 

Tendo em conta as intenções de voto (sem distribuição de indecisos) na tracking poll de hoje, em que Ventura recolhe 27,9% e Seguro 53,3%, conclui-se que Ventura está bastante mais próximo do seu potencial do que António José Seguro. O resto da campanha - que tem sido "abafada" pela crise do mau tempo, poderá ditar mais ou menos mobilização dos dois lados.

Ficha técnica

Durante 3 dias (30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores).

O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1243 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,91%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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