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Segurança detido por suspeitas de tortura no caso da esquadra do Rato sai em liberdade

Daniela Rodrigues , com Lusa
7 mai, 12:26
Campus da Justiça - MARIO CRUZ/LUSA
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O suspeito era o único civil detido num processo que envolve vários polícias

O segurança detido esta semana por suspeitas de tortura numa esquadra em Lisboa saiu esta quinta-feira em liberdade, apurou a CNN Portugal.

"Foi libertado porque a senhora juíza de instrução criminal entendeu que a detenção não foi feita de acordo com a lei", referiu Pedro Madureira, advogado do arguido à saída do tribunal. "Para a detenção não ter sido validade e ter sido considerada que foi feita fora dos parâmetros da lei, alguma coisa não terá sido bem feita", acrescentou.

O suspeito era o único civil detido num processo que envolve vários polícias. Na terça-feira, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polícias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como “tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas”, segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que os 15 polícias visados exercem funções e "de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.

Na primeira operação relacionada com este caso, em julho de 2025, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

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