O Governador de West Virginia avançou com a morte dos militares, mas admitiu estar a receber informações contraditórias. Trump já tinha reagido às notícias e avançado que os guardas estavam "gravemente feridos"
Dois membros da Guarda Nacional foram baleados junto à Casa Branca, em Whashington DC, esta quarta-feira. O Governador de West Virginia avançou há instantes com a morte dos militares, mas admitiu estar a receber informações contraditórias sobre o seu estado de saúde, escreve a Reuters. Por isso, não há confirmação oficial de que os militares tenham morrido.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance já falou sobre o incidente e assume que os motivos do tiroteio são, por enquanto, desconhecidos.
Entretanto, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, adiantou que Donald Trump pediu que fossem destacados 500 tropas para Washington DC depois do incidente, avança a Reuters.
O diretor do FBI, Kash Patel, anunciou que os dois guardas nacionais atingidos estão em estado crítico, acrescentando que o caso será tratado como um ataque contra um agente da polícia. Patel garante que este é um assunto de segurança nacional. O FBI e a força de contraterrorismo norte-americana estão a investigar se o incidente se tratou de um ato de terrorismo, avança a Reuters.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, tinha sido a primeira a dar a notícia dos guardas feridos numa publicação no X, mas não forneceu mais informações na altura.
Please join me in praying for the two National Guardsmen who were just shot moments ago in Washington D.C.@DHSgov is working with local law enforcement to gather more information.
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) November 26, 2025
Pouco tempo depois, a secretária de imprensa Karoline Leavitt divulgou um comunicado onde explicava que o presidente Donald Trump tinha sido informado sobre o tiroteio: "A Casa Branca está ciente e a acompanhar ativamente esta situação trágica", disse Leavitt, acrescentando: "O presidente foi informado".
Não demorou muito até Donald Trump reagir através da sua rede social. O presidente norte-americano avançou que os dois soldados da Guarda Nacional estavam gravemente feridos e que suspeito - já detido - também estava gravemente ferido.
"O animal que atirou nos dois guardas nacionais, ambos gravemente feridos e agora em dois hospitais diferentes, também está gravemente ferido, mas, independentemente disso, pagará um preço muito alto", escreveu Trump numa publicação no Truth Social.
A polícia de Washington já tinha informado do tiroteio a um quarteirão da Casa Branca e que havia um suspeito detido, mas não deu mais detalhes. Veículos de emergência foram vistos a dirigir-se para a área e pelo menos um helicóptero aterrou na zona.
Por motivos de segurança, a Administração Federal de Aviação, suspendeu as operações no aeroporto Ronald Reagan, em Whashington DC, mas já foram retomadas.
Um porta-voz da presidente da Câmara, Muriel Bowser, disse que as autoridades locais estão a monitorizar ativamente a situação.
O FBI encontra-se no local e está a auxiliar nas investigações.
A autarca estava na cidade quando o incidente ocorreu, enquanto o Presidente Donald Trump estava no seu campo de golfe em West Palm Beach, na Florida, de acordo com a AP.
Centenas de membros da Guarda Nacional do distrito de Columbia e de vários estados têm patrulhado a capital do país desde que o Presidente Donald Trump emitiu, em agosto, uma ordem de emergência para a capital, federalizando a força policial local e enviando a Guarda Nacional de oito estados e do distrito de Columbia.