Suspeito do ataque que matou três pessoas numa mesquita de San Diego levou três armas da casa da mãe

CNN , Elizabeth Wolfe
19 mai, 06:58
Tiroteio em San Diego. CNN/KFMB
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Foi a mãe do suspeito quem alertou para o desaparecimento das suas armas

Um dos suspeitos pela morte de três pessoas levou três armas da casa da mãe antes de, alegadamente, ter levado a cabo um ataque ao Centro Islâmico de San Diego, disse o chefe da polícia da cidade.

A mãe do jovem de 17 anos disse à polícia que o filho e o carro estavam desaparecidos, juntamente com “várias das suas armas”, afirmou o chefe Scott Wahl aos jornalistas.

O número de armas que levou da residência levou os investigadores a acreditar que o adolescente poderia representar uma ameaça também para outras pessoas, acrescentou o chefe da polícia, citado pela CNN.

“Uma pessoa suicida não vai levar três armas de um local”, referiu Wahl.

Os detalhes preocupantes desencadearam “uma avaliação de ameaça muito mais ampla” enquanto as autoridades procuravam localizar o adolescente, acrescentou.

O que se sabe sobre o ataque: 

  • Quando chegaram à mesquita, os agentes encontraram três pessoas mortas, disse Wahl, todos homens adultos. Uma das vítimas era um segurança que “teve um papel crucial para evitar que a situação fosse muito pior”, acrescentou.

  • As autoridades chegaram ao local quatro minutos depois das primeiras chamadas de emergência, afirmou o chefe da polícia. Até 100 agentes revistaram o edifício, muitas vezes tendo de arrombar portas, disse Wahl.

  • Ao mesmo tempo que respondiam às denúncias de tiroteio na mesquita, as autoridades receberam também chamadas sobre outro tiroteio a poucos quarteirões de distância, explicou Wahl. Um jardineiro que estava no local foi alvo de disparos, mas não foi atingido.

  • Pouco depois, agentes encontraram duas pessoas do sexo masculino, que acreditam ser os suspeitos, mortos dentro de um veículo num terceiro local, segundo Wahl. Ambos eram adolescentes, de 17 e 19 anos.

  • Os suspeitos “parecem ter morrido devido a ferimentos de bala autoinfligidos”, indicou Wahl.

  • A polícia está a tratar o ataque ao Centro Islâmico como um crime de ódio “até prova em contrário”, disse o chefe da polícia.

  • As autoridades locais estão a trabalhar em estreita colaboração com o FBI, que destacou “agentes especiais, elementos das equipas conjuntas, peritos de recolha de provas e especialistas de apoio às vítimas”, entre outros, para o local, segundo Mark Remily, do escritório do FBI em San Diego.

  • O que aconteceu antes do ataque continua sob investigação, adiantou Wahl. Nesta fase, o chefe da polícia afirmou que parece não ter havido disparos efetuados por agentes.

  • O Centro Islâmico tinha câmaras de vigilância, que estarão entre as provas analisadas pelos investigadores, acrescentou Wahl.

  • O presidente Donald Trump e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, já foram informados sobre o tiroteio. Trump classificou o incidente como “uma situação terrível” durante um evento na Casa Branca.

*Elizabeth Wolfe, Aditi Sangal, Kristen Holmes, Zoe Sottile e Donald Judd contribuíram para este artigo

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