Criança de 11 anos baleada no peito por polícia após ter pedido ajuda

CNN Portugal , CNC
26 mai, 14:44
Aderrien Murry (D.R. Carlos Moore)

Aderrien Murry já está em casa a recuperar dos ferimentos e o agente foi suspenso até ao final do inquérito

Uma criança de 11 anos foi baleada no peito por um polícia, que se deslocou à sua casa após um pedido de ajuda para a linha de emergência dos Estados Unidos, perante uma possível situação de violência doméstica.

Aderrien Murry teve de ser entubado e colocado a respirar por ventilador, depois de a bala ter afetado um pulmão, o fígado e as costelas, segundo descreveu a mãe à CNN. O caso ocorreu no último sábado e o rapaz teve alta nesta quarta-feira, mas ainda a recuperar dos ferimentos. Já o agente foi suspenso até ser concluída a investigação.

Numa conferência de imprensa que decorreu na segunda-feira em Indianola, Mississippi, a mãe de Aderrien Murry contou que o pai de um dos seus outros filhos apareceu à porta de casa na madrugada de sábado e que o mesmo se encontrava alterado, o que a levou a pedir a Aderrien que ligasse à polícia. 

Quando a polícia chegou ao local, um dos agentes "tinha a arma apontada à porta da frente" e pediu para que todas as pessoas que estavam na casa saíssem. Foi nesse momento que Aderrien foi atingido no peito.

"Porque é que ele disparou contra mim? O que é que eu fiz?", chegou a perguntar a criança a chorar, disse a mãe.

Aderrien Murry mostra onde foi baleado. Cortesia de Carlos Moore

A mãe do rapaz cobriu imediatamente a ferida e aplicou pressão, sendo que o agente também ajudou a prestar auxílio até que os paramédicos chegassem.

O advogado da família, Carlos Moore, está a pedir "uma investigação completa e transparente" do que aconteceu, considerando que não existe qualquer possibilidade de o agente ter confundido a criança com um adulto.

“Portanto, não sabemos o que aconteceu, mas sabemos que as ações deste agente foram imprudentes, muito imprudentes, e poderiam ter levado à perda de vidas", sublinhou.

O advogado já pediu a divulgação das imagens da bodycam do agente, mas o pedido foi negado por a investigação ainda estar a decorrer.

A mãe de Aderrien e outras pessoas realizaram um protesto na quinta-feira em frente à Câmara de Indianola. De acordo com a CNN, está também prevista uma marcha e um comício para exigir o despedimento do polícia e a divulgação das imagens da bodycam.

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