O que já se sabe sobre o tiroteio que fez pelo menos 16 feridos na estação de metro em Brooklyn, Nova Iorque

12 abr, 18:03

As autoridades registaram, até ao momento, 16 feridos, 10 dos quais foram atingidos pelos disparos. Cinco estão "em estado crítico". Além dos ferimentos provocados pelos disparo, há feridos por inalação de fumo ou que foram atingidos por estilhaços

A polícia de Nova Iorque foi chamada, na manhã desta terça-feira, para uma estação de metro em Brooklyn, Nova Iorque, cerca das 08:30 (13:30 em Lisboa), em plena hora de ponta, devido a um alerta de fumo no interior de uma carruagem de metro. Um homem, que usava uma máscara de gás, tirou uma lata da mala que tinha trás das costas e abriu-a no interior da carruagem, começando depois a disparar indiscriminadamente sobre várias pessoas.

À chegada, as autoridades depararam-se com vários feridos no local e encontraram ainda “vários engenhos explosivos não detonados". A polícia deu início a um processo de investigação e pediu às testemunhas do tiroteio que contactem as autoridades e que se mantenham "longe da zona", entre a Rua 36 e a 4.ª Avenida, em Brooklyn.

Em conferência de imprensa, a comissária da polícia de Nova Iorque, Keechant L. Sewell, confirmou que há pelo menos um suspeito dos crimes, que está em fuga. De acordo com relatos das testemunhas, trata-se de "um homem afro-americano, bem constituído", que vestia um colete refletor de cor verde (ao contrário dos relatos iniciais, que davam conta de um colete de cor laranja) e uma "sweatshirt" cinzenta.

A comissária Sewell explicou que, pelas 08:24 da manhã, no momento em que uma carruagem de metro com destino a Manhattan estava temporariamente  parada, à espera da saída de uma outra carruagem para entrar na estação da Rua 36, um homem, que usava uma máscara de gás, tirou uma lata da mala que tinha trás das costas e abriu-a no interior da carruagem, que "começou a encher-se de fumo". O suspeito começou depois a disparar indiscriminadamente "sobre várias pessoas na carruagem e na plataforma", acrescentou.

O mapa do local onde ocorreu o tiroteio (John Keefe, CNN Internacional)

As autoridades registaram, até ao momento, 16 feridos no local, 10 dos quais foram atingidos pelos disparos. Cinco estão "em estado crítico". Além dos ferimentos provocados pelos disparo, há feridos por inalação de fumo ou que foram atingidos por estilhaços.

Apesar dos ferimentos, a comissária garantiu que nenhum ferido está "em risco de vida". 

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, alertou que o suspeito que está em fuga "é perigoso" e afirmou que Nova Iorque está agora perante uma "situação de atirador ativo". "A tranquilidade e a normalidade dos nova-iorquinos foram interrompidas, brutalmente interrompidas, por um indivíduo tão frio e depravado de coração que não se importou com os indivíduos que agredia e que simplesmente seguiam as suas vidas diárias", disse.

Apesar da violência dos crimes cometidos,as autoridades sublinharam que o caso não está a ser investigado como um ato terrorista, tratando-se, sim, de um "ato violento". A polícia de Nova Iorque adiantou que ainda não há detalhes sobre as causas deste crime.

"Para já, ainda não sabemos o motivo, mas não estamos a descartar nada", afirmou a comissária Sewell.

O FBI juntou-se ao Departamento de Polícia de Nova Iorque na investigação do caso, adiantou, esta tarde, o diretor assistente do departamento do FBI em Nova Iorque, garantindo que as autoridades estão a ser "todas as pistas viáveis".

"A 'task force' do FBI e da NYPD [Departamento de Polícia de Nova Iorque] é composta por mais de 50 agências e estamos completamente envolvidos nesta investigação. É o nosso foco agora. Estamos a seguir todas as pistas viáveis e vamos continuar a fazê-lo, em conjunto com a NYPD e parceiros de outras cidades", acrescentou Michael J. Driscoll, citado pela CNN Internacional.

Mais tarde, as autoridades anunciaram ter encontrado, perto do local do crime, uma arma e vários carregadores com alta capacidade para armazenamento de munições. Os investigadores tiveram acesso a um vídeo gravado no telemóvel de uma testemunha que mostra o suspeito do tiroteio, de acordo com fonte das Forças Armadas, citada pela CNN Internacional.

 

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