Elon Musk não vai integrar a administração do Twitter. "Foi a melhor decisão", diz CEO

CNN Portugal , com Lusa
11 abr, 08:05
Elon Musk

Dono da Tesla e da Space X adquiriu participação de 9,2% no Twitter mas não terá assento no conselho de administração

O diretor-executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, decidiu não integrar a administração do Twitter, anunciou o diretor-executivo da rede social, Parag Agrawal.

"Elon Musk decidiu que não irá juntar-se à nossa administração", anunciou Parag Agrawal, numa publicação naquela rede social, assinalando que a nomeação do fundador da Tesla tinha sido discutida com a administração e com o próprio. "Estávamos entusiasmados por colaborar e claros em relação aos riscos", acrescentou.

A nomeação de Elon Musk para a administração da empresa foi anunciada na passada terça-feira, depois de Musk ter adquirido uma participação de 9.2% no Twitter e, de acordo com Agrawal, "deveria torna-se efetiva no dia 9 de abril [sábado passado]. "Mas Elon revelou na mesma manhã que afinal não iria juntar-se à administração", explicou Agrawal, sem adiantar mais detalhes em relação à decisão do multimilionário.

"Acredito que foi a melhor decisão", disse Agrawal. "Sempre valorizámos a contribuição dos nossos acionistas, e vamos fazê-lo sempre, estejam eles na nossa administração ou não. Elon [Musk] é o nosso maior acionista e vamos continuar disponíveis para os seus contributos", acrescentou.

Elon has decided not to join our board. I sent a brief note to the company, sharing with you all here. pic.twitter.com/lfrXACavvk

Este domingo, Elon Musk sugeriu alterações no serviço de assinatura premium do Twitter, que passavam pela redução do preço, o fim da publicidade e apresentação da opção de um modo de pagamento através da criptomoeda 'dogecoin'.

O multimilionário também perguntou aos milhões de seguidores se consideravam que o Twitter estava "a morrer" e se a sua sede deveria ser transformada numa residência para sem-abrigo, "já que ninguém aparece, de qualquer forma".

Depois de se saber da nomeação do empresário para a administração, a 5 de abril, as ações do Twitter dispararam, mesmo antes da abertura da bolsa de Nova Iorque, nas atividades eletrónicas do mercado contínuo, e fecharam a subir 27,12%.

Musk, que agora detém quase 73,5 milhões de ações da empresa, tinha-se tornado um crítico da rede social e questionado se as regras "aderiam rigorosamente" ao princípio da liberdade de expressão.

Estas críticas tinham levantado dúvidas em alguns quadrantes, incluindo entre os próprios funcionários do Twitter, que estavam preocupados por Musk estar alegadamente a exercer um poder excessivo na empresa para alterar as regras da partilha de publicações mas também para reverter a expulsão do antigo presidente dos EUA, Donald Trump, cujas mensagens terão supostamente instigado o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.

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