Naufrágio no Canadá: "Os mortos estão noutros barcos, não é possível identificar os corpos"

16 fev, 09:47

Último balanço aponta para dez mortos, 11 desaparecidos e três sobreviventes ao naufrágio no barco de pesca galego

Pelo menos dez pessoas morreram e 11 estão desaparecidas na sequência de um naufrágio de um barco de pesca galego nas águas de Terra Nova, uma ilha na costa nordeste do Canadá.

Há ainda três sobreviventes que já foram identificados, de acordo com o que avançou esta quarta-feira à CNN Portugal María Ramalho, presidente do município de Marine, na Galiza.

"A situação é muito complicada porque a informação ainda não é certa. Estão a ser momentos muito difíceis, muito duros para as 24 famílias", explicou Maria Ramalho, adiantando o último balanço do número de mortos, desaparecidos e sobreviventes.

"É difícil porque os mortos estão recolhidos noutros barcos e por isso não é possível identificar os corpos para já. Até ser possível, não se pode falar com as famílias", disse María Ramalho, afirmando que espera que durante as próximas horas seja possível identificar as vítimas.

"Não sabemos se o nosso sobrinho está vivo e isso é angustiante", disse um familiar da tripulação do navio galego ao jornal espanhol El País.

Entre os sobreviventes estão o capitão do navio, Juan Padín Costa, de 53 anos, e o sobrinho Eduardo Rial Padín, de 42 anos. Eles estavam num dos três botes salva-vidas que foi localizado. 

Recorde-se que a má notícia chegou na madrugada desta terça-feira e a transportadora não conseguiu ainda esclarecer as causas do naufrágio.

Com 50 metros de comprimento e 10 de largura, o barco Villa de Pitanxo, proveniente de Marín, Pontevedra, Espanha, levava a bordo 24 pescadores, 16 dos quais espanhóis, cinco peruanos e três ganeses.

Lembre-se ainda que, depois de ter perdido o sinal do barco, às 05:24 (horas locais), o Centro Nacional de Coordenação de Resgate Marítimo mobilizou vários barcos próximos para verificar o que tinha acontecido. Um deles é um barco de pesca proveniente de Aveiro, Portugal, chamado Novo Virgem da Barca, segundo avançou no momento a Voz da Galiza.

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