Borrell avisa Rússia: "Se a situação na Ucrânia piorar, estamos prontos para para responder”

Agência Lusa , DCT
14 dez 2021, 19:05
Alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell
Alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell

Josep Borrell considera que a Europa tem de agir com unidade e com os parceiros transatlânticos, para que o problema seja resolvido de forma diplomática

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O alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, advertiu esta terça-feira que a Rússia enfrentará “graves consequências políticas” e “enorme custo económico” se ameaçar a integridade da Ucrânia e que a UE está pronta a agir.

Num debate perante o Parlamento Europeu sobre o aumento da tensão na fronteira, com movimentos de tropas russas perto da Ucrânia, Borrell disse que a UE tem estudado todas as possibilidades e que espera o melhor, mas também está preparada para o pior.

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Se a situação na Ucrânia piorar, a UE estará pronta para responder”, afirmou o alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, manifestando o "apoio incondicional" europeu à Ucrânia.

As movimentações de tropas são uma tentativa de “minar a integridade territorial da Ucrânia”, considerou Borrell, relembrando que quando a Rússia anexou a Crimeia afetou a Europa de forma imutável e se esta situação se repetir trará “graves consequências políticas e um enorme custo económico para a Rússia".

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Josep Borrell considera que a Europa tem de agir com unidade e com os parceiros transatlânticos, para que o problema seja resolvido de forma diplomática.

O alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política Externa referiu ainda que “um reforço do acordo de Minsk”, celebrado em 2014 para colocar fim à guerra no leste da Ucrânia, pode ser considerado como uma das soluções para a tensão que se vive entre a Rússia e a Ucrânia.

Afirmando que a UE não irá contribuir para nenhum tipo de escalada da tensão e defendendo uma solução diplomática, Borrell disse acreditar que com este debate as instituições europeias e os governos dos Estados-membros enviam uma mensagem “forte e unida” a Moscovo, indicando que estão prontos para responder de forma decisiva a qualquer ação militar contra a Ucrânia, se esta acontecer.

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