Insólito aconteceu em torneio no Quénia e tem como protagonista a egípcia Hajar Abdelkader
Perder por um duplo 6-0 no ténis é um desfecho duro para qualquer atleta, mas num dia mau pode suceder a praticamente qualquer um. Basta recordar o que aconteceu recentemente à norte-americana Amanda Anisimova na final do torneio de Wimbledon.
Se isso acontecer na estreia no circuito profissional, pode até ser encarado como um sinal de nervosismo, mas o que a egípcia Hajar Abdelkader mostrou no ITF de Nairobi, no Quénia, foi muito mais preocupante.
Ainda sem qualquer partida disputada a nível profissional, a jovem, de 21 anos, recebeu um convite para participar no torneio queniano de categoria W35. Só que o nível de jogo exibido por Abdelkader obriga a questionar o critério adotado pela organização para a atribuição do wildcard.
A tenista egípcia demonstrou dificuldades evidentes na execução do serviço (acumulou mais de 20 duplas faltas), pouco à-vontade em movimentar-se no court e, até, o desconhecimento de algumas das regras do ténis.
Em que é que deu tudo isto? No já referido duplo 6-0, consumado em apenas 37 minutos, com a agravante de Abdelkader apenas ter ganhado três (!) pontos em todo o encontro, dois deles provocados por duplas faltas da adversária, a alemã Lorena Schaedel, de 24 anos, que ocupa o lugar 1026 no ranking WTA.