Ciclone Danielle: autoridades alertam para cheias com a chegada do mau tempo e deixam recomendações

11 set, 18:11
Mau tempo

Proteção Civil deixa uma lista de recomendações e revela quais os efeitos esperados com o mau tempo

A Proteção Civil emitiu este domingo um alerta para os efeitos da cicloneDanielle, que vai atravessar o país esta semana, deixando recomendações de prevenção. 

A partir deste domingo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuvas intensas, acompanhadas de ventos fortes e trovoada, em especial  a partir da madrugada de segunda-feira. Como tal, a Proteção Civil deixou uma lista de avisos, destacando-se o perigo de cheias e avisos para acidentes rodoviários na sequência de pisos escorregadios e formação de lençóis de água: 

  • Danos em estruturas montadas ou suspensas;
  • Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
  • Possíveis acidentes nas zonas costeira;
  • Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  • Estradas escorregadias e eventual formação de lençóis de água;
  • Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
  • Contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais;
  • Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
  • Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem. 

Nas zonas costeiras, é esperada “ondulação de Oeste/Noroeste, durante o dia de amanhã [segunda-feira], com uma altura significativa até 3,5 metros, em especial na costa oeste da região Sul, e na noite de 12 para 13” de setembro.

Dado os perigos, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) "recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações", lê-se no documento. 

Desta forma, aquela autoridade deixa uma lista de medidas preventivas a adotar: 

  • Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; −
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
  • Ter especial cuidado na circulação junto da das zonas costeiras e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
  • Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima; 
  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias; −
  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

Apesar da previsão das primeiras chuvas fortes depois da seca, a Proteção Civil continua a alertar para o perigo dos fogos, devido ao vento e ao estado de secura da vegetação, “especialmente na região interior do Norte e Centro, onde o risco de incêndio rural se mantém nos níveis muito elevado e máximo”.

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