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O que são e como se formam as tempestades supercelulares

CNN
1 mai, 19:00
Relâmpago
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As tempestades supercelulares são fenómenos meteorológicos severos e perigosos, capazes de desencadear granizo destrutivo, ventos violentos e tornados de grande intensidade.

Estes sistemas estão na origem de quase todos os tornados mais violentos registados nos Estados Unidos, bem como das maiores pedras de granizo. Eis o que lhes confere tanta força.

Como nascem as tempestades

Para se formarem, as tempestades necessitam de humidade, energia (o que os meteorologistas designam por instabilidade) e algum tipo de mecanismo de elevação. Geralmente, esta elevação resulta da colisão entre massas de ar frio e quente ao longo de uma linha conhecida como frente.

Assim que ganham vida, estes fenómenos assumem duas formas principais: unicelulares e multicelulares.

As tempestades unicelulares desenvolvem-se de forma isolada e assim permanecem. São o exemplo clássico dos aguaceiros e trovoadas de curta duração que ocorrem nas tardes de primavera e verão. Já as multicelulares ocorrem quando as tempestades individuais se formam e acabam por se fundir em linhas ou aglomerados.

As tempestades supercelulares também são unicelulares, mas a sua duração é bastante superior, estendendo-se por horas em vez de minutos. O prefixo "super" no seu nome refere-se precisamente a esse tempo de vida prolongado.

Um exemplo de tempestades com supercélulas de célula única. (NOAA)

O que distingue as supercélulas

As supercélulas apresentam uma característica principal que as mantém ativas durante mais tempo do que as restantes tempestades: uma poderosa corrente ascendente em rotação.

Uma corrente ascendente consiste numa coluna de ar que se eleva rapidamente numa tempestade, alimentando-a com o ar húmido e a energia de que necessita para crescer e ganhar intensidade.

Esta rotação consegue organizar as nuvens em extensas faixas sobrepostas que envolvem a corrente ascendente. Este aspeto valeu-lhes a alcunha de "nave-mãe", uma vez que se assemelham a um disco voador ou a uma nave extraterrestre a pairar no céu.

Uma vez que todas as tempestades possuem uma corrente ascendente, é a rotação que confere às supercélulas o seu elevado grau de perigo.

A corrente ascendente entra em rotação quando existe cisalhamento do vento (ou wind shear) suficiente na atmosfera, ou seja, uma alteração na velocidade ou direção do vento à medida que a altitude aumenta. A rotação mantém a corrente ascendente forte e constante durante mais tempo, atraindo uma maior quantidade de humidade e energia.

Quando uma tempestade supercelular se forma, é quase certo que irá originar algum tipo de fenómeno meteorológico severo, sob a forma de queda de granizo ou de rajadas de vento destrutivas.

Os dados do Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano indicam que nem todas as tempestades supercelulares originam tornados. Na verdade, apenas 20% a 30% acabam por o fazer. No entanto, os tornados nascidos de uma supercélula têm uma maior probabilidade de atingir os níveis mais altos da Escala Fujita Melhorada (EF).

Nesta imagem de radar de Oklahoma, captada a 19 de abril de 2023, observa-se uma supercélula com um eco em forma de gancho (localizado perto das marcações de Blanchard e Dibble). (NOAA)

Nos radares meteorológicos, as supercélulas desenvolvem frequentemente um aspeto visual característico, em especial quando estão prestes a formar um tornado. Este padrão é conhecido como "eco em gancho", sendo exclusivo deste tipo de tempestades. A forma em espiral constitui uma maneira simples de identificar a poderosa corrente ascendente em rotação de uma supercélula.

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