Mais de 170 estradas continuam encerradas, sobretudo em Coimbra

Agência Lusa , BCE
20 fev, 17:29
A1 colapsa em Coimbra (Miguel A. Lopes)

Estradas foram cortadas após inundações, desmoronamentos, risco de abatimento e deslizamento de terras. Não há previsão para reabertura das cerca de 170 estradas

Cerca de 170 estradas continuam cortadas ao trânsito devido aos danos provocados pelas tempestades, incluindo seis troços de autoestradas, e Coimbra é o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.

Informações enviada à Lusa pela Guarda Nacional Republicana (GNR) indicam que estão encerradas ao trânsito 174 estradas, seis das quais autoestradas, 83 estradas nacionais (EN), 80 estradas municipais (EM), três itinerários complementares (IC) e dois itinerários principais (IP).

Há uma semana, de acordo com o balanço feito à Lusa pela GNR, estavam cortadas 206 estradas, mais 32.

As autoestradas cortadas são todas no distrito de Coimbra, designadamente a A14, que está interdita em quatro pontos junto às localidade de Maiorca e Alfarelos e no acesso à A1, a A17, ao quilómetro 54, e a A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.

Segundo a GNR, o IC 3 está cortado ao trânsito ao Km 13, junto a Penela, no distrito de Coimbra, e o IC9 está interdito junto a Alcobaça e em Tomar, entre os quilómetros 55 e 60.

Estão também encerrados o IP4, ao quilómetro 92 no distrito de Vila Real, e o IP3, entre os quilómetros 60 e 67 em Penacova.

Os dados da GNR mostram também que Coimbra é o distrito com mais vias cortadas, com 49, seguido de Lisboa (21), Santarém (20), Viseu (11), Vila Real e Leiria, com nove cada, Castelo Branco (8), Setúbal (6), Évora (5) e Portalegre, Braga e Viana do Castelo (quatro em cada).

A GNR indica que os motivos para os cortes são inundações, desmoronamentos, risco de abatimento e deslizamento de terras, não existindo previsão para reabertura das cerca de 170 estradas.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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