Tempestade indica um "nível elevado de perturbação geomagnética" que pode causar instabilidade nas redes elétricas, afetar as comunicações de rádio e provocar erros em sistemas de navegação GPS
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgou a ocorrência de uma tempestade magnética de intensidade elevada que atingiu a região que envolve a Terra, iniciada na segunda-feira e que termina esta terça-feira.
Em comunicado, o IPMA precisa que a tempestade, que começou pelas 19:15 de dia 19, se deveu a “uma grande erupção solar que ocorreu a 18 de janeiro e gerou uma Ejeção de Massa Coronal (CME) que atingiu a magnetosfera terrestre”.
Adianta que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos emitiu um alerta G4 relativo à tempestade geomagnética, classificação que “indica um nível elevado de perturbação geomagnética”. O índice Kp, que mede a intensidade das tempestades magnéticas, atingiu 9- (numa escala de 0 a 10).
Este nível de perturbação pode causar instabilidade nas redes elétricas e sistemas de transmissão de energia, transtornos em comunicações de rádio de alta frequência (HF) e erros em sistemas de navegação GPS.
Outros dos efeitos possíveis são auroras boreais visíveis em latitudes mais baixas do que o habitual.
Segundo o IPMA, a página na rede social Facebook Meteo Trás os Montes - Portugal está a divulgar desde segunda-feira à noite registos de auroras boreais em várias localidades de Portugal, como Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), Bragança, Macedo de Cavaleiros (Bragança), São Pedro do Sul (Viseu) ou Grândola (Setúbal).