Presidente da Proteção Civil diz que mecanismo europeu não serve "para pedir telhas nem lonas" e que "não se justifica" pedir ajuda à UE

2 fev, 16:19
Populares recolhem telhas no clube de tenis de Pombal (Lusa/ Miguel A. Lopes)

Embora admita que ao longo desta semana possamos enfrentar um "problema significativo em termos de emergência", José Manuel Moura insiste que não há "nenhuma razão até agora para ponderar" recorrer ao mecanismo europeu

O presidente da Proteção Civil considera que "não se justifica, de todo", ativar o mecanismo europeu de proteção civil, uma vez que "Portugal ainda não esgotou a sua capacidade" de resposta à tempestade Kristin.

Em conferência de imprensa, José Manuel Moura sublinha que "todas as ocorrências têm estado a ser satisfeitas" e que, por isso, não há motivo para recorrer àquele mecanismo europeu.

“Portugal ainda não esgotou a sua capacidade, muito longe disso. (...) Portanto, por essa via, da nossa parte, não se justifica de todo o mecanismo para recrutar ou para solicitar ajuda, em termos de pessoas, para vir ajudar o país", argumenta.

Embora admita que, ao longo desta semana, possamos enfrentar um "problema significativo em termos de emergência", decorrente da "forte precipitação" que está prevista até domingo, dia 8, o presidente da Proteção Civil insiste que não há "nenhuma razão até agora para ponderar" recorrer ao mecanismo europeu, lembrando que este instrumento "tem regras de acionamento".

"Neste momento, todas as situações que nos foram solicitadas foram correspondidas. Não temos nenhum meio para dizer à União Europeia que precisamos desta tipologia ou daquela. Não seria para pedir telhas, não seria para pedir lonas, isso são materiais que o país naturalmente tem de ter capacidade de resolver por essa via", assume o dirigente da Proteção Civil.

Perante a insistência dos jornalistas em saber em que situação a Proteção Civil pondera vir a acionar o mecanismo europeu, José Manuel Moura afirma que, embora este instrumento possa ser "ativado em qualquer momento", não deve ser ativado "por qualquer razão".

"Um mecanismo europeu pode ser ativado em qualquer momento, não podemos é ativá-lo por qualquer razão, para pedir um meio que pode estar ao nosso alcance e que não está esgotado nas capacidades do país. O país não vai pedir tellhas ao mecanismo europeu", reforça.

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