"Não veio ninguém" ver se Catarina precisa de pão e água

Tiago Palma , texto e fotos
6 fev, 08:00
Reportagem: Tempestade Kristin em Cavalinhos

KRISTIN • REPORTAGEM || Catarina acorda durante a noite em Cavalinhos, Leiria, para ver se as bacias no chão estão cheias e se as paredes da casa não a matam. Catarina leva oito dias sem água na torneira nem luz nos interruptores, são oito dias a dormir com um rádio para sentir a presença de alguém que não seja da aldeia, são oito dias sem ter onde preservar a insulina da mãe, que é "cega de um olho", são oito dias com medo de que o pai "faça uma desgraça", são oito dias a teimar numa pergunta: "O Montenegro, o que é que ele está a fazer?" Como não tem resposta, Catarina quer saber se ela, a mãe e o pai "fizeram mal a Deus" — porque "há quartel dos bombeiros em Leiria, há a base do exército em Monte Real", mas "não veio ninguém" depois da tempestade

Não viemos à procura de Cavalinhos, chegámos por uma estrada onde ainda se nota o rasto de quem tentou sair, troncos cortados em pedaços deixados na berma, ramos de pinheiro esmagados no asfalto, há lama e restos e uma fiação baixa, triste, a lembrar que a luz não caiu só numa noite, caiu para ficar, e que às vezes a rede volta, às vezes não, e as pessoas vivem nesse intervalo como quem vive num degrau. Há portões tortos, muros com manchas novas de água, um silêncio que não é silêncio, é freguesia a escutar o próprio teto, e de vez em quando passa um carro devagar, como se ainda estivesse a aprender o caminho depois da tempestade.

Na berma, alguém pede para encostarmos. Um gesto curto, firme, de quem já não tem paciência para cerimónias, e nós obedecemos porque há qualquer coisa naquele modo de chamar que não é convite, é urgência. Chama-se Catarina Monteiro, 40 anos, e quando lhe perguntamos onde estamos não há conversa fiada, só coordenadas, como quem fixa o chão para não cair: “Cavalinhos, freguesia de Maceira, distrito de Leiria”. Ainda tentamos acertar o mapa antigo, aquele reflexo de quem vem de fora e procura a etiqueta certa, “Cavalinhos já não é Marinha Grande?”, e a resposta vem seca, definitiva, como uma porta que fecha: “Não. Também não interessa”. E esse “não interessa” serve para nos pôr no sítio. Não no sítio do mapa, no sítio da falta. Aqui, o nome do concelho não levanta telhados, não traz electricidade, não faz aparecer ninguém na rua.

Catarina quer mostrar a casa por dentro e quer que nós vejamos depressa, não por pressa nervosa mas por pressa de quem já viveu dias a explicar o óbvio e a sentir que ninguém acredita. Seguimos atrás dela por um quintal molhado, terra batida que se tornou esponja, passamos pela fachada branca com escorridos antigos e outros recentes, a humidade a escrever por cima do que já estava escrito, e há roupa estendida lá fora, toalhas e lençóis, a tentativa de normalidade a secar ao ar cinzento. A escada exterior sobe para um patamar gasto e nesse patamar há um candeeiro de parede que não acende, como se a casa já se tivesse habituado ao escuro, e a porta abre para um interior frio, com cheiro a humidade e a gás de botija, um cheiro doméstico que agora é também cheiro de sobrevivência.

A primeira sala está virada do avesso. Um fio atravessa o espaço com roupa pesada pendurada, uma peça de camuflado no meio, e percebe-se depressa que ali o que conta é secar o que der, salvar o que der. Um congelador ficou de tampa aberta, como se tivesse parado a meio de um gesto, e ao lado há outro aparelho mais pequeno, encostado, inútil também. No chão, manchas de água e infiltrações em mapas tortos, marcas que não são sujidade, são o que ficou.

Na cozinha, o mosaico castanho aguenta dois alguidares vermelhos no meio da passagem, como se tivessem sido postos ali há anos e agora ninguém soubesse tirá-los. Um sofá ficou virado de lado, a cortar o caminho. Em cima do móvel, a máquina de café, esse resto de vida antiga. Só que aqui o café já não é hábito, é cálculo, depende da luz que não volta, do frio que se mete na casa, do tempo a passar mais depressa do que as pessoas.

Ao fundo, o frigorífico aparece com a gaveta meio aberta, desligado, inútil, e Catarina encosta a conversa ao que interessa, sem adornos. “A minha mãe é cega de um olho. Toma insulina.” Sem luz, o frigorífico não fará frio e a insulina fica sem sítio. Catarina tenta a solução mais simples. “Eu disse-lhe: ‘Vais para a casa da vizinha!’ Porque a vizinha tem gerador.” Só que a mãe recusa. “Mas ela diz que, como não está calor, não vale a pena, que não estraga.” Numa casa onde não há electricidade, a insulina passa a depender de uma matemática breve: horas, distância, teimosia, sorte.

“Oito dias sem luz”, lembra, e quando se diz oito dias assim, dentro de uma cozinha, aquilo deixa de ser número e passa a ser matéria. A luz, ali, não é conforto, é o que impede a casa de apodrecer por dentro, é o que impede a comida de se perder, é o que impede a insulina de se tornar outra coisa, é o que impede que a noite seja só noite. “A noite é sempre um sobressalto” e Catarina mostra as bacias como se fossem relógios. “Acordo durante a noite com a lanterna para ver se as bacias estão cheias.”

Não é apenas a água que entra, é a ideia da água. Há uma placa que fica inundada quando chove, a água passa para as divisões, e Catarina explica isto devagar, como quem repete para si própria para acreditar. “Podemos correr o risco de haver derrocada de paredes e nós nem nos apercebermos. E pode acontecer-nos alguma coisa. A dormir.” É aqui que a casa deixa de ser cenário e passa a ser ameaça, uma ameaça lenta, com o som das gotas, com o peso do teto, com a imaginação a trabalhar durante a madrugada.

O rádio está sempre ligado. Não por companhia romântica, por necessidade. “Estou na cama mas não consigo dormir. Estou a noite toda com o rádio, para sentir uma presença de alguém a falar.” E depois, como se fosse um nome de família: “Antena 1, é a Antena 1. Porque dá as notícias todas. É a acompanhante”. E a palavra acompanhante, dita assim, numa casa sem eletricidade, ganha uma seriedade que não tem nos dias normais porque ali é mesmo uma presença, é mesmo alguém, é a única voz que entra sem pedir licença.

A tempestade, para Catarina, não começou com o dia, começou na madrugada, quando ainda se estava dentro. “Eu ainda acolhi uma pessoa”, conta, e de repente estamos todos nessa hora. “Eram quatro e tal da manhã. Abro o estore e estava um senhor cá fora, que ia trabalhar para a lixeira, para a ValorLixo. Vinha de trotinete para ir trabalhar.” Catarina lembra o corpo do homem do lado de fora e lembra a frase que lhe saiu de forma simples, sem heroísmo. “Venha para dentro da nossa casa, que senão você morre aí fora, homem.” O homem entrou e ficou ali “até o vendaval passar”, e Catarina fica a olhar para a sala como se ainda o estivesse a ver sentado em silêncio, à espera que a casa aguentasse.

O que fica dessa madrugada não é uma imagem bonita, é som. “Aqueles barulhos são ensurdecedores na nossa cabeça. Agora, qualquer coisa a gente assusta-se. Foi horrível.” Quando tentamos traduzir aquilo em metáfora, Catarina corta com a palavra exata. “O diabo. Isto foi o diabo. Isto foi o diabo que aconteceu.” Não há muito mais a acrescentar quando alguém insiste assim, como se repetisse para que ninguém venha depois diminuir, para que ninguém venha depois chamar a isto apenas vento forte.

De manhã, quando finalmente se abre a porta, Catarina atira a hora como quem atira um prego. “Seis e tal.” Lá fora há lanternas a varrer o escuro e vizinhos a avançar devagar, como se o chão ainda pudesse mexer. “Nem queríamos acreditar no que se estava a passar.” A estrada aparece atravancada, o que ontem era passagem hoje é obstáculo e Catarina enumera sem adornos que “eram árvores caídas na estrada, era tudo”. O estrago chega ao que é mais doméstico e mais vulnerável. “O portão arrancou-se. Não tenho um portão lá ao fundo.” No telhado, a palavra é curta, quase um estalo. “Ficou tudo solto.” E a chaminé, em vez de cair para fora, volta-se contra a própria casa. “A chaminé caiu em cima do telhado.” Catarina deixa a frase pousar e fecha com o único julgamento possível, “aquilo foi horrível.”

A eletricidade falhou “eram quatro e tal da manhã”. A água ainda aguentou “um bocado”, depois acabou. A ideia de minimizar danos aparece como um reflexo de sobrevivência, mas Catarina abana a cabeça, como quem percebe a inutilidade da frase. “Não há como minimizar. Porque não há ninguém que minimize.” E quando ela diz ninguém não está a falar dos vizinhos, está a falar do Estado, dos uniformes, do que devia aparecer por instinto. “Não houve ninguém de Proteção Civil. Ninguém passou aqui da Proteção Civil para ver se é preciso água, se é preciso pão. Nada.”

Ela foi à junta. Uma senhora da junta veio cá, “incansável”, palavra rara num tempo em que Catarina se sente esquecida. E Catarina pede uma coisa que não é tijolo nem cobertura, é cabeça. “O meu pai precisa de apoio psicológico. O meu pai precisa de apoio.” Depois vêm os seguros, com a linguagem dos papéis, a lógica do avanço, e Catarina tenta acompanhar, mas tropeça na mesma pergunta que muita gente tem quando o dinheiro não existe. Nos seguros pedem que a família avance, “com o dinheiro, com as faturas”, e só depois, talvez, “a ajuda venha”. Há conversa de plataforma, de regras, de quem tem seguro e de quem não tem, e Catarina encolhe os ombros, não por desinteresse, por cansaço. “Não percebo nada disso.”

Dentro da casa, as reformas não esticam e o trabalho também não. Agostinho Pedro, o pai, tem 69 anos, é reformado “mas trabalha”. Lourdes Pedro, a mãe, tem 66, é reformada também e precisa de cuidados. Catarina trabalha “nas limpezas”, em casas de pessoas e em duas empresas, e as duas empresas “estão danificadas, fechadas”. “Neste momento não trabalho”, corrige logo, e a correção é importante porque uma frase destas decide comida, se se compra ou não o que for preciso comprar para aguentar mais uma semana.

Agostinho foi comprar material velho para o barracão, para a cobertura do barracão, onde está uma porca sem cobertura porque a casa, a casa mesmo, parece mais difícil de salvar. Catarina fala do valor como se o valor fosse insulto. “Foi um valor absurdo. Deu à volta de 200 euros.” E descreve as filas. “Filas enormes para aquilo.” Como se a freguesia inteira tivesse ido à procura da mesma peça de sobrevivência. Depois vem a pergunta que pesa. Quem é que monta? Não há “pedreiros”, não há “mão-de-obra”, e “ver arriscar as pessoas irem para o telhado é muito mau”. Catarina não quer o pai lá em cima. “Nem ele vai, nem eu o deixo.” A frase não é só ordem, é medo, medo porque “já morreram pessoas” e o risco está ali, colado às botas, colado às escadas. “Mas ele quis ir.”

Quando chove a casa volta a tremer por dentro, mesmo sem vento, e Catarina volta ao sobressalto. Vivem “há oito dias com medo”. O medo tem método, lanterna, bacias, rádio. Tem também a comida que apodreceu, porque sem eletricidade a despensa fica sem futuro. “Estragou-se muita comida, muita carne.” E depois há um detalhe que ilumina a família inteira porque mesmo no meio da ruína há uma maneira de não desperdiçar o que ainda é bom. “Tínhamos ali frangos, frangos caseiros, e o meu pai foi dá-los ao lar porque lá cozinham para os idosos.”

Não têm gerador. E a economia do desastre aparece logo, com a palavra abuso. “As pessoas abusam, abusam.” Os números saem-lhe secos, como pancadas. “Geradores que estavam a 400 euros agora custam 1000 euros.” E volta sempre à mesma pergunta, que é a pergunta mais difícil quando se vive em família e quando se vive com medo. Quem olha por quem? Catarina não dramatiza, organiza. “Eu olho pelo meu pai e pela minha mãe.”

E quando fala da mãe, a frase volta à insulina, volta ao frio, volta ao risco de estragar, volta à ideia de não haver lugar seguro dentro de casa. Mas a mãe recusa, “como não está calor não vale a pena”, e a frase é quase um retrato do país, a ideia de que vamos aguentando porque agora ainda não é o pior, porque agora ainda dá. E logo a seguir a preocupação muda de sítio, sai da insulina e vai dar ao pai, como quem olha para uma parede com fissuras. “Tenho medo de deixar o meu pai sozinho.” E o medo, aqui, não é abstrato. “Medo de que ele faça uma desgraça.” Ela explica sem se proteger. “Que ele cometa uma loucura, sei lá.”

Agostinho, antes disto, era outro homem. Catarina fala e é como se mudasse a luz da casa por um instante. “Ele é muito divertido. Se você o conhecer, trata toda a gente por primo.” A palavra primo aparece como um mundo inteiro, o tipo de pessoa que se faz aldeia só por existir, o tipo de alegria que parece indestrutível até ao dia em que o vento entra. “Agora está deprimido.” E Catarina descreve a frase que o pai repete, aquela frase que envelhece um homem em poucos dias. Ele olha para a destruição e pensa “que andou a poupar uma vida toda para agora acabar assim”, e Catarina, para o trazer de volta, inventa um futuro pequeno, um futuro possível. “Melhores dias virão.”

É também aqui, quando fala do pai e do jeito dele de tratar toda a gente por primo, que Catarina larga a alcunha, como se fosse só mais um dado necessário para perceber a casa. “Puli.” Explica sem sorrir, como quem explica um apelido que já não é brincadeira, é identidade. O pai tem “muitas alcunhas”, uma delas “Pulinário”, e para não lhe colarem isso a ela ficou “Puli”. “Toda a gente me conhece aqui por Puli.” A partir desse momento é “Puli” que atravessa a casa, “Puli” que aponta a bacia, “Puli” que aponta o frigorífico desligado, “Puli” que aponta a humidade.

Lá fora, a destruição não é só desta casa. Uma bombeira foi cortar pinheiros que obstruíam a estrada e deixou uma frase que ficou na cabeça de “Puli” como um filme a passar sem parar. Na estrada da Marinha Grande, na zona industrial, “havia um pinhal que tinha desaparecido”. “Puli” saiu daqui no sábado, foi às Caldas da Rainha, viu mais estragos, e a paisagem inteira pareceu-lhe uma sentença. “Isto é o fim do mundo.” Depois vem a inquietação mais antiga, a inquietação que as aldeias fazem quando não têm explicação. “Não sei se a gente fez mal a Deus.”

O sentimento de abandono volta sempre, como se fosse um motor. “Sim. Muito. Ai, muito.” Não há Proteção Civil, “não há ninguém”, e a ausência dos bombeiros e do exército é uma afronta particular porque estão perto, “porque há quartel em Leiria, há a Base em Monte Real”, e mesmo assim nada. “Não há, não veio ninguém. Nós somos esquecidos. Ninguém nos ajuda.” A frase é repetida. No meio disto, “Puli” agarra-se ao pouco que existe nas casas vizinhas. “Vou beber café a casa da minha vizinha porque ela tem gerador. Vou lá beber café e carregar o telemóvel.” 

Perguntamos o que gostava que acontecesse nos próximos dias e a resposta não tem nada de ambicioso, é uma urgência básica, quase infantil no sentido mais sério. “Que viessem reparar o telhado para não chover. É sempre a pingar. E temos medo de que haja derrocadas.” Quando se olha para o teto percebe-se que, naquele lugar, o teto é o centro do mundo, o teto decide se se dorme, o teto decide se se vive.

Quando “Puli” fala do Governo, a voz muda outra vez, fica mais dura, mais direta, como se já não estivesse apenas a descrever, estivesse a acusar. Pede “apoio psicológico para todos nós” e profere nomes com a raiva de quem paga e não vê retorno. “O Montenegro, o que é que ele está a fazer? Ele não anda por aqui nas aldeias, só vai para os grandes centros, para se exibir.” Fala da ministra que “veio ali” e parecia que “se estava a rir”, “Puli” pede humanidade como quem pede água. “Têm de ser humanos.” Depois chama o ministro da Defesa, chama Nuno Melo, e não pede favores, pede obrigação. “Ele que mande um exército para nos ajudar. A gente paga ou não? Eu pago os meus impostos, o meu pai paga os impostos dele, todos pagamos e eles não nos estão a ajudar.”

Saímos daquela cozinha onde a água manda mais do que a mobília e voltamos à rua, e é como se a casa ficasse a ouvir-nos pelas costas, com o rádio ligado “só para sentir uma presença de alguém”, e “Puli” a ficar ali um segundo a olhar para dentro antes de fechar, porque não há luz e não há água como deve ser e não há descanso, e o que há é isto, bacias, pingos, o frio a entrar pelas frinchas, e a frase que ela já tinha deixado cair com a secura de quem não está a contar uma história para ficar bonita. “Eu olho pelo meu pai e pela minha mãe.” A mãe, Lourdes, “cega de um olho” e a precisar de insulina, o pai, Agostinho, 69, reformado — “mas trabalha”.

Mais à frente, no fim da rua, eles aparecem como aparecem as coisas importantes nestes dias, sem preparação, só presença. Lourdes suspira, um suspiro longo, como se estivesse a largar o corpo por um instante. Agostinho emociona-se e a emoção nele tem qualquer coisa de vergonha e de cansaço, não é choro de cinema, é um homem que “trata toda a gente por primo” e que agora, como “Puli” já nos tinha avisado, “está deprimido”, um homem que olha para a casa como quem olha para anos inteiros. Ali, sem plateia, faz a promessa que interessa, a promessa de não voltar ao risco do telhado, e Lourdes, em vez de pedir para si, aponta para a rua, para os vizinhos, para a aldeia toda, e o pedido sai simples, sem retórica, quase um pedido de mãe: “Que alguém ali vá ajudar a gente”.

Domingo há eleições. “Puli” não hesita no gesto, hesita no sentimento. “Vou sempre votar. Acho que é uma obrigação.” Depois a frase baixa, fica mais humana, mais cansada, como a casa quando anoitece. “Mas uma pessoa vai desmoralizada.”

 



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