Há cada vez menos portugueses em teletrabalho. Só Lisboa resiste

ECO - Parceiro CNN Portugal , Joana Nabais Ferreira
4 mar 2023, 16:00
Bebé (Pexels)

Apenas Lisboa mantém-se acima da média nacional (14,4%), com 28,9% dos empregados a trabalhar neste regime.

O teletrabalho está a perder terreno um pouco por todo o país. No quarto trimestre de 2022 havia menos 121,2 mil profissionais a trabalhar fora do escritório do que no trimestre anterior, fixando-se o número total de trabalhadores neste regime em 880 mil. Apenas Lisboa mantém-se acima da média nacional (14,4%), com 28,9% dos empregados a trabalhar neste regime. Cerca de 30% dos profissionais portugueses com possibilidade de trabalhar fora do escritório praticam o modelo híbrido, sendo que o home office é mais frequente em colaboradores com alta qualificação e idades intermédias, conclui o estudo divulgado esta terça-feira pela Randstad e que incide sobre os últimos três meses do ano passado.

“O número de pessoas que teletrabalhavam caiu no quarto trimestre em 121,2 mil e alcançou as 880 mil pessoas. A proporção de teletrabalhadores caiu para 14,4% do total. Só Lisboa está acima da média nacional”, pode ler-se no documento.

Inversamente, a Região Autónoma dos Açores apresentou a menor percentagem de profissionais em regime de teletrabalho, seguida da Região Autónoma da Madeira e do Algarve.

O perfil do trabalhador em home office também é traçado pela empresa especialista em recursos humanos. É mais frequente que sejam profissionais com o Ensino Superior, na faixa etária dos 35 aos 44 anos e mulheres.

Entre os profissionais que trabalham fora do escritório, 31,7% trabalha sempre a partir de casa, a mesma percentagem daqueles que trabalham num modelo híbrido, que alterna entre trabalho presencial no escritório e teletrabalho.

Quanto às remunerações, o valor médio por trabalho dependente aumentou, situando-se nos 1.245 euros, em outubro de 2022, uma subida de 0,5 pontos percentuais, face ao período homólogo. Mais uma vez, em Lisboa os dados destacam-se acima da média nacional, situando-se em 1.468 euros.

Já as expectativas sobre o desemprego continuam a aumentar, assim como as perspetivas para a situação económica permanecem negativas. Os dados sobre o número de desempregados são também 3,7 pontos percentuais mais elevados do que no ano anterior. Só no último trimestre de 2022, o número de desempregados subiu para 342.700 pessoas.

Menos empresas

Desde o último mês de novembro, a quantidade de empresas dissolvidas foi maior que o número de novas empresas em atividade, contrastando com a tendência seguida desde 2021. Ao longo de 2022 foram constituídas 46.531 empresas e dissolvidas 20.762. No último mês do ano, a balança desequilibrou-se de forma mais notória: foram dissolvidas 5.195 entidades e constituíram-se apenas 3.528.

Apesar da queda na constituição de empresas, os dados avançados concluem que a taxa de atividade aumentou um ponto percentual no último trimestre do ano de 2022 e atingiu o seu valor historicamente mais alto de 60,3%, conclui a Randstad.

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