OMS aponta um erro aos países ricos: o reforço da vacinação não vai acabar com a pandemia

Agência Lusa , DCT
22 dez 2021, 20:51
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus

Os "programas indiscriminados de reforço" da vacinação "tendem a prolongar a pandemia em vez de acabá-la"

PUB

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu esta quarta-feira que nenhum país sairá da pandemia de covid-19 só pela via do reforço da vacinação. Porquê? Tedros Adhanom Ghebreyesus, que se tem manifestado reiteradamente contra a administração de doses adicionais de vacinas, voltou a reforçar que primeiro há que imunizar os país mais pobres, em particular em África.

Segundo o dirigente da OMS, que falava na videoconferência de imprensa regular da organização sobre a evolução da pandemia, os "programas indiscriminados de reforço" da vacinação "tendem a prolongar a pandemia em vez de acabá-la, desviando as doses disponíveis para países que já têm altas taxas de vacinação, dando assim ao vírus mais oportunidades de se espalhar e sofrer mutações".

PUB

A advertência de Tedros Adhanom Ghebreyesus surge quando vários países, incluindo Portugal, avançam com o reforço da vacinação contra a covid-19 com uma terceira dose. Israel decidiu administrar uma quarta dose a pessoas com mais de 60 anos e a profissionais de saúde por causa da variante Ómicron do novo coronavírus, considerada mais contagiosa.

PUB
PUB
PUB

O médico etíope realçou que as doses convencionadas das vacinas contra a covid-19 (duas doses) "continuam eficazes" contra as variantes do SARS-CoV-2, incluindo a Ómicron, e que "a grande maioria dos internamentos e mortes são de pessoas não vacinadas e não de pessoas que não têm doses de reforço".

Há uma semana, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que não havia "provas da eficácia das doses de reforço" contra a Ómicron, que se está a propagar a um ritmo sem precedentes.

De acordo com o comité de peritos da OMS para a política vacinal, pelo menos 126 países deram instruções para a administração de uma dose de reforço ou para uma vacinação suplementar (por exemplo de crianças), dos quais 120 já iniciaram as campanhas de inoculação com esse propósito. A maioria dos países são ricos.

Novo Dia CNN

5 coisas que importam

Dê-nos 5 minutos, e iremos pô-lo a par das notícias que precisa de saber todas as manhãs.
Saiba mais

Covid-19

Mais Covid-19

Patrocinados