O caos na venda de bilhetes para o regresso de Taylor Swift acabou numa investigação criminal

18 nov, 20:58
Taylor Swift

A venda geral de bilhetes para a digressão de Taylor Swift ia arrancar esta sexta-feira, mas entretanto foi cancelada devido aos problemas durante a pré-venda

O Departamento de Justiça norte-americano abriu uma investigação à dona da Ticketmaster, a empresa responsável pela distribuição e venda de bilhetes para espectáculos nos Estados Unidos, que tem estado debaixo de fogo depois do caos na venda dos ingressos para a digressão da cantora Taylor Swift. De acordo com o jornal The New York Times, que cita duas fontes ligadas ao processo, a investigação pretende saber se a Live Nation Entertainment abusou do seu poder sobre a indústria da música ao vivo.

A notícia surge depois da polémica em torno da venda de bilhetes para aquela que é a primeira digressão de Taylor Swift desde 2018. Os bilhetes iam ser colocados à venda esta sexta-feira, mas, antes disso, os fãs podiam inscrever-se para terem acesso a uma pré-venda. Só que durante essa pré-venda o sistema da Ticketmaster esteve diversas vezes em baixo e os fãs esperaram e desesperaram numa fila virtual por um bilhete que nunca conseguiram comprar.

A empresa justificou os problemas com a elevada procura. Em comunicado, a Ticketmaster afirmou que o sistema foi abaixo porque o número de acessos ao site foi quatro vezes superior ao esperado. Entretanto, a venda geral de bilhetes, que ia arrancar esta sexta-feira, foi cancelada, o que motivou não só as críticas dos fãs, como da própria Taylor Swift. A artista escreveu uma mensagem de reação nas redes sociais e, apesar de não ter citado a Tikcketmaster, deixou claro que perguntou à empresa se podia lidar com a grande procura de bilhetes e que a resposta foi afirmativa.

"É muito difícil para mim confiar numa entidade externa nestas ligações e doloroso assistir a estes erros que acontecem sem desculpa. Há uma série de razões para as pessoas perderem muito tempo a tentarem comprar bilhetes e estou a tentar perceber como é que esta situação pode ser melhorada daqui para a frente. Não vou arranjar desculpas para ninguém porque nós perguntámos-lhes muitas vezes se conseguiam lidar com este tipo de procura e eles garantiram-nos que sim", escreveu a cantora nas redes sociais.

A cantora tinha antecipado que a digressão "Eras Tour", que começa a 17 de março em Glendale, no Arizona, pudesse vir a ter este tipo de procura muito elevada e até adicionou mais 27 datas às originalmente anunciadas.

Mas as críticas depressa suscitaram o debate sobre o poder da Ticketmaster em relação à indústria da música ao vivo. A congressista democrata Alexandria Ocasio Cortez apontou, no Twitter, aquilo que considera ser o "monopólio" da Ticketmaster e defendeu que a sua fusão no grupo da Live Nation nunca devia ter acontecido. 

Mas de acordo com o The New York Times, a investigação criminal sobre a Ticketmaster é sensível e antecede a polémica em torno da digressão de Taylor Swift. Sob suspeita estão as práticas e as dinâmicas da Live Nation. 

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