Jovem condenado a 15 anos por planear ataque a concerto de Taylor Swift em Viena

CNN
28 mai, 22:55
Beran A. (GettyImages)
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“Gostaria apenas de pedir desculpa”, disse Beran A. na sua declaração final após as alegações finais esta quinta-feira

Um tribunal austríaco condenou a 15 anos de prisão um jovem de 21 anos que admitiu ter planeado um ataque islamista frustrado contra um concerto de Taylor Swift em Viena, em 2024, considerando-o culpado de vários crimes, sobretudo relacionados com terrorismo.

Beran A., cujo apelido não foi divulgado em conformidade com as leis de privacidade austríacas, foi detido a 7 de agosto de 2024, um dia antes do primeiro de três concertos planeados pela estrela pop norte-americana na capital austríaca.

As três datas foram canceladas, para desespero dos fãs e de Swift, que escreveu mais tarde que foi "devastador". Enquanto multidões de fãs desapontados cantavam juntos em Viena para se consolarem, nem Swift nem nenhum dos "Swifties" compareceram no julgamento em Wiener Neustadt, uma cidade a sul da capital.

Beran A., que é austríaco, declarou-se culpado das acusações relacionadas com o ataque planeado, que previam uma pena máxima de 20 anos de prisão. Tapou o rosto com uma pasta de argolas ao entrar no tribunal para evitar ser identificado em fotografias.

“Gostaria apenas de pedir desculpa”, disse na sua declaração final após as alegações finais esta quinta-feira.

Beran A foi considerado culpado de tentar, sem sucesso, comprar ilegalmente armas, incluindo uma metralhadora e uma granada de mão, e de seguir instruções de um vídeo do Estado Islâmico intitulado “Faz uma bomba na cozinha da tua mãe” para produzir uma pequena quantidade do explosivo triperóxido de triacetona (TATP).

Foi ainda acusado, no mesmo julgamento, de planear, com dois amigos da escola, ataques no início de 2024 em diferentes cidades do Médio Oriente. Ele e o co-arguido Arda K admitiram ter viajado para o Dubai e Istambul, respetivamente, para realizar os ataques, mas não os concretizaram.

Beran A declarou ao tribunal, no primeiro dia do seu julgamento, no mês passado, que percorreu o Dubai em março de 2024 em busca de vítimas para esfaquear, mas teve um ataque de pânico ao tentar atacá-las. Quando regressou a Viena, decidiu ir mais longe e acabou por escolher o espetáculo como o seu alvo.

Ele e Arda K negaram, no entanto, ter dado apoio moral ao terceiro homem, que foi detido em Meca por suspeita de esfaquear um agente de segurança na Grande Mesquita da cidade sagrada. Permanece sob custódia na Arábia Saudita.

As alegações finais foram tão focadas neste aspeto que nem sequer mencionaram especificamente o concerto de Taylor Swift. A advogada de Beran A, Anna Mair, e o advogado de Arda K, David Jodlbauer, reiteraram que os seus clientes não prestaram apoio material ao terceiro homem e que, na verdade, foi o contrário.

“Beran não é um líder. Não é um génio do mal”, disse Mair nas suas alegações finais.

O júri, porém, considerou-o culpado em todas as acusações, excepto em duas das 15 apresentadas, incluindo a de ter dado apoio moral ao terceiro homem. Considerou ainda Arda K culpado de todas as acusações e condenou-o a 12 anos de prisão.

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