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Primeiro 104%, depois 125% e agora 145%: novas tarifas de Trump sobre a China disparam por causa de Hollywood

CNN Portugal , DCT
10 abr 2025, 18:51
Protestos contra Trump

Os filmes de produção norte-americana representam apenas 5% da receita total da bilheteira no mercado chinês, ainda assim, Pequim decidiu arriscar com a retaliação

A China decidiu responder ao aumento para 125% das tarifas dos Estados Unidos aos seus produtos com um travão à exibição de filmes de Hollywood, que não só irritou ainda mais Donald Trump - que anunciou um novo aumento para 145% -, como pode não ter sido a jogada mais acertada de Pequim.

Uma vez que os filmes de produção norte-americana representam apenas 5% da receita total da bilheteira no mercado chinês - que continua a ter as produções nacionais como as prediletas do público, representando cerca de 80% da receita -, o impacto da redução da exibição de produções de Hollywood será pouco significativo, quase simbólico aos olhos dos analistas, avança a Reuters. Mas a verdade é que Donald Trump não gostou de ver Pequim a mexer numa das pérolas norte-americanas: mesmo que Hollywood receba apenas 25% da bilheteira da China, o presidente norte-americano decidiu responder com um aumento das tarifas já impostas, fixando-as em 145% para os produtos chineses importados.

A China é o segundo maior mercado cinematográfico do mundo, mas a grande aposta é a produção nacional e desde 1994 que tem um limite de dez importações de filmes americanos por ano. Desde que é feita a contabilização no país, apenas um filme importado chegou aos 20 primeiros mais vistos - “Vingadores: Endgame”, de 2019, tendo conseguido uma receita de 4,25 bilhões de yuans (cerca de 570 milhões de euros).

Da parte da IMAX Corporation, espera-se que a decisão de Pequim não tenha impacto nos filmes criados no formato em que as imagens são maiores em tamanho e resolução. “Continuamos a esperar um ano forte para a IMAX na China, depois de termos tido o nosso trimestre mais lucrativo de sempre no país”, afirmou um porta-voz da empresa canadiana à Reuters.

Esta nova restrição por parte da China - cuja Autoridade Cinematográfica garante que vai seguir “as regras do mercado”, assim como respeitar “as escolhas do público”, como anunciou em comunicado - começa antes da exibição de filmes como “Missão Impossível - O Ajuste de Contas Final”, “Superman” e um novo “Quarteto Fantástico”, este último dos estúdios da Marvel e já com data anunciada para ser exibido nas salas de cinema chinesas (20 de abril).

Além desta decisão sobre Hollywood, a China já impôs tarifas de retaliação de 84% sobre as importações dos EUA. Como parte da retaliação, a China também impôs controlos de exportação a 12 empresas americanas e acrescentou mais seis empresas americanas à sua “lista de entidades não confiáveis”.

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