Os dois países vão reduzir as tarifas comerciais em 115%
Os EUA e a China concordaram, esta segunda-feira, em reduzir substancialmente as tarifas sobre os produtos um do outro durante 90 dias. O acordo surge depois de dois dias de negociações, que decorreram em Genebra.
O secretário de Estado do Tesouro norte-americano revelou que os dois países vão reduzir as tarifas comerciais “em 115%”.
Acompanhado de Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, Scott Bessent assegurou que “ambos os lados demonstraram grande respeito” durante as negociações deste fim de semana e que tanto os EUA como a China “têm interesse em um comércio equilibrado”, não estando interessados em qualquer “embargo comercial”.
Aos jornalistas, Bessent admitiu que gostaria “de ver a China mais aberta aos produtos dos EUA”, mas reconheceu que “há uma possibilidade de acordos de compra para equilibrar o défice comercial bilateral”, segundo avança a Reuters.
Antes desta pausa, que começa a 14 de maio, segundo o comunicado conjunto, os EUA tinham aumentado as tarifas comerciais sobre os produtos chineses em 145%, ao passo que a China tinha imposto tarifas de 125% sobre as importações norte-americanas.
A decisão dos dois países está já a ter um impacto positivo. Os mercados de ações em todo o mundo subiram logo após o anúncio desta manhã, segundo avança a CNN. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 3,4% e, na Europa, o índice DAX da Alemanha e o CAC da França subiram 1,2% e 1%, respectivamente. O índice FTSE de Londres subiu 0,3%.