Conselheiro do presidente admite adiar tarifas, menos para a China
É falso. O presidente dos Estados Unidos não está a considerar uma pausa de 90 dias nas tarifas a aplicar a cerca de 160 países e territórios, numa informação que acabou por ser noticiada pelos meios de comunicação norte-americanos, incluindo a agência Reuters, e que não terá passado de um desentendimento.
O diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, respondeu "sim" a uma pergunta sobre essa possibilidade durante uma entrevista na CNBC, mas a Casa Branca já veio dizer que a pausa são "notícias falsas".
A menos de dois dias de entrarem em vigor as tarifas recíprocas, que fariam aumentar para 20% as taxa aplicadas à União Europeia, declarações deste género podem baralhar tudo em todo o lado, até porque os 27 estão reunidos a discutir o que fazer para responder.
Pior mesmo foi para os mercados, que se entusiasmaram com a perspetiva de uma pausa nas tarifas, mas durante poucos minutos. A abrir novamente em queda, ainda que não tão forte como as dos últimos dois dias, os três principais índices dos Estados Unidos - Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq - dispararam para o verde.
Mas foi sol de pouca dura. Sol de poucos minutos. Assim que a Casa Branca esclareceu que isso não está em cima da mesa, as ações voltaram ao trambolhão de abertura.
