REVISTA DE IMPRENSA | Está prevista, entretanto, uma reunião entre a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde para discutir o diploma, embora ainda sem data marcada
As novas regras aprovadas pelo Governo para regular a prestação de serviços médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderão vir a ter um impacto significativo no funcionamento das urgências hospitalares, segundo o jornal Público. Em causa está a possibilidade de mais de 2000 médicos ficarem impedidos de trabalhar à tarefa, no âmbito das medidas que introduzem novas incompatibilidades no sistema.
Segundo os dados disponíveis, apenas considerando duas das quatro situações previstas - médicos que se desvincularam do SNS nos últimos dois anos, por rescisão ou fim de contrato, ou aqueles que não escolheram vaga no final da especialidade -, o universo de afetados ultrapassa já os dois mil profissionais. Estes médicos, caso não tenham, nesse tempo, assinado novo contrato com hospitais públicos, poderão ficar proibidos de realizar trabalho à hora nas urgências.
A ministra da Saúde apresentou recentemente o diploma que ainda terá de ser promulgado pelo Presidente da República. Está prevista, entretanto, uma reunião entre a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde para discutir o diploma, embora ainda sem data marcada.
