Trabalhadores da TAP em braço de ferro pela reposição de salários

1 jun, 07:31
TAP

REVISTA DE IMPRENSA Em causa estão os cortes salariais impostos no plano de reestruturação

Os trabalhadores da TAP querem ver eliminados os cortes salariais impostos pelos Acordos Temporários de Emergência (ATE) assinados com a companhia aérea no início de 2021.

Segundo noticia o Diário de Notícias, os resultados do primeiro trimestre dão força ao pedido dos vários sindicatos que representam os pilotos, tripulantes, engenheiros, manutenção e pessoal de terra da empresa pública.

Ouvidos na terça-feira no parlamento, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, numa audição pedida pelo PCP, as estruturas sindicais apontaram o dedo à transportadora de bandeira acusando os ATE de estarem já desenquadrados face à atual operação.

"Os ATE estão desajustados porque as previsões feitas nesses planos para o mercado eram pessimistas. [Segundo as perspetivas] estaríamos agora com uma operação de 70% e não é verdade, estamos com 90%. Dizia-se que a recuperação económica seria muito menor do que aquela que se verificou no primeiro trimestre. Os salários devem ser repostos", defendeu a coordenadora da Comissão de Trabalhadores TAP, Cristina Carrilho, citada pelo DN.

A Plataforma de Sindicatos de Terra do Grupo TAP alertou para uma revisão das estimativas, indicando que a operação da TAP está a 110% considerando que a empresa tem agora menos "19% dos aviões e menos 21,5% das pessoas do que em 2019" assegurando que a companhia está a operar "muito acima da capacidade" não se compreendendo, portanto, que esteja a ser feito um sacrifício "hercúleo dos salários com uma retoma acima de 2019".

 

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