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Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP

Agência Lusa , BCE/AM
23 abr, 12:20

As duas empresas têm 90 dias para entregarem as propostas vinculativas

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma resolução a convidar a Air France-KLM e a Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP, anunciou o ministro das Finanças.

Joaquim Miranda Sarmento fez questão de se referir aos dois grupos candidatos por ordem alfabética.

Nesta segunda fase do concurso, as duas empresas terão 90 dias para entregarem as propostas vinculativas, explicou no final da reunião o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Pinto Luz admite que o Governo possa tomar uma decisão sobre o comprador em Conselho de Ministros no final de agosto, princípio de setembro.

O ministro disse que o processo de entrega deverá estar fechado “no próximo mês de julho”, para que a Parpública, gestora das participações sociais do Estado, entregue ao Governo o relatório sobre as propostas em agosto, para depois disso o Governo tomar a decisão final.

Os dois ministros reforçaram que as propostas financeiras da Air France-KLM e da Lufthansa são equivalentes.

Joaquim Miranda Sarmento ressalvou, no entanto, que o “dever de confidencialidade impede qualquer referência a valores”.

As áreas de alinhamento para a estratégia da TAP incluem tópicos como a conectividade com as regiões autónomas e com países da língua portuguesa, a expansão da operação no Porto, o crescimento dos serviços dos centros de manutenção e engenharia da TAP, investimento na frota, “plano ambicioso de crescimento para os próximos dez anos” e compromisso com a sustentabilidade, elencou Pinto Luz.

Na corrida nesta fase estão a Air France-KLM e a Lufthansa, depois de a IAG, dona da Iberia e da British Airways, não ter avançado com uma proposta.

Propostas da Air France-KLM e Lufthansa são “muito equivalentes”

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou hoje que as propostas da Air France-KLM e da Lufthansa para a compra da TAP são “muito equivalentes” e que o critério da valorização financeira “será absolutamente central”.

No final da reunião do Conselho de Ministros em que o Governo aprovou uma resolução a convidar as duas empresas a apresentarem propostas vinculativas para a compra da transportadora portuguesa, Miguel Pinto Luz disse que os dois candidatos têm "dois planos industriais muito próximos, muito equivalentes, muito ambiciosos, muito alinhados com aquilo que foram os requisitos do caderno de encargos e os requisitos estratégicos que o Governo impôs".

Na fase seguinte da corrida à compra da TAP, disse, o Governo terá "critérios que são ainda mais finos" em relação às dimensões definidas para o processo de privatização de parte do capital da empresa, mas depois terá “o critério da valorização financeira, que será absolutamente central".

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

Ministro das Finanças confiante que valor estratégico não será afetado pela guerra no Irão

O ministro das Finanças afirmou hoje que a guerra no Irão gera incerteza, particularmente no setor da aviação, mas manifestou-se confiante que o valor estratégico, de médio e longo prazo da TAP não será afetado.

Esta posição foi transmitida por Joaquim Miranda Sarmento no final da reunião do Conselho de Ministros em que o Governo aprovou uma resolução a convidar formalmente os grupos de aviação Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra de 44,9% do capital da TAP destinados a investidores de referência.

“Relativamente à guerra, há de facto um nível de incerteza muito grande, não apenas neste setor [da aviação], mas na economia em geral. Em todo o caso, creio que os concorrentes olham para a TAP numa perspetiva de médio e longo prazo”, sustentou o ministro das Finanças.

Joaquim Miranda Sarmento manifestou-se confiante que os potenciais investidores na TAP olham para a transportadora aérea nacional “como um ativo muito importante na sua estratégia de crescimento, particularmente em mercados que têm neste momento taxas de crescimento muito elevadas”.

“Portanto, embora não sabemos o que vai acontecer nos próximos meses, creio que até ao momento o valor estratégico e de médio e longo prazo da TAP não é afetado por esta situação”, defendeu.

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