Na véspera de ir ao Parlamento, CEO da TAP diz que conseguiu resultados históricos e anuncia €48 milhões para "alívio dos cortes salariais"

17 jan, 18:22
Fotos de arquivo Getty Images

Administradora destaca resultados financeiros numa mensagem em que também fala do esforço de todos os portugueses

A presidente executiva da TAP enviou um comunicado aos trabalhadores da companhia aérea num tom que deixa a perceber que estará para ficar no lugar, numa mensagem que também destaca os vários feitos da atual administração, por si dirigida.

Isto tudo a menos de 24 horas de Christine Ourmières-Widener ser ouvida no Parlamento na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação a pedido do Chega.

"Há um plano a cumprir, uma missão a concretizar", pode ler-se na mensagem da presidente executiva (CEO) a que a CNN Portugal teve acesso.

Lembrando que a TAP é uma empresa intervencionada pelo Estado, onde foram injetados 3,2 mil milhões de euros dos contribuintes, a CEO deixa uma palavra de agradecimento aos portugueses, garantindo ainda que "a TAP teve no ano passado uma das maiores receitas da sua história", mesmo que os resultados oficiais só sejam conhecidos no próximo mês de março. Algo que, segundo Christine Ourmières-Widener, só foi possível atingir através das medidas tomadas de acordo com o Plano de Reestruturação, entre as quais destaca a otimização das receitas, dos horários e das frequências de voo, e já depois de, ainda segundo a administradora, o último trimestre de 2022 ter sido o melhor de sempre.

A francesa olha também para o futuro, prometendo antecipar os objetivos definidos, nomeadamente o de apresentação de uma empresa lucrativa e sustentável até 2025, naquilo que espera ser uma apresentação de "resultados melhores e mais cedo do que o previsto".

Um "desempenho positivo tão mais meritório, se lembrarmos o contexto particularmente difícil e adverso de 2022". Na mensagem também não são esquecidos os vários cortes que afetaram quase todos os trabalhadores da empresa, prometendo uma continuidade do trabalho para conseguir mais poupança. A esses mesmos trabalhadores é ainda prometido um investimento de 48 milhões de euros de "remuneração aos trabalhadores para alívio dos cortes salariais", ao mesmo tempo que servirá para fazer face ao aumento do custo de vida provocado pela inflação.

"O que até agora conseguimos atingir de resultados concretos, de objetivos cumpridos, aumenta ainda mais a nossa responsabilidade e dever de exigência", diz, deixando "esse compromisso bem expresso".

"Se 2022 foi o ano da ultrapassagem do Cabo das Tormentas, que 2023 seja o início do caminho rumo ao Cabo da Boa Esperança", termina.

Notícia atualizada dia 18 de janeiro às 07:20 para corrigir a Comissão Parlamentar em que a presidente executiva da TAP vai ser ouvida 

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