Esta é a 4ª crise no Estreito de Taiwan. Saiba o que aconteceu nas outras três

10 ago, 08:26

Taiwan tem autogoverno desde que a República Popular da China existe. Pequim já ocupou algumas ilhas, já bombardeou outras, teve a tentação de invadir Taipé. As crises no Estreito de Taiwan já por duas vezes deixaram o mundo à beira de ataques nucleares. Mas nunca envolveram tanto poder bélico como hoje

Ao contrário do que é alegado há décadas pelas autoridades chinesas, a República Popular da China, criada em 1949, nunca controlou a ilha de Taiwan. Quando Mao Tse Tung anunciou ao mundo a sua nova China, em resultado da vitória das suas forças na guerra civil, já a ilha se havia afirmado autonomamente, com o nome de República da China. E, ao longo das décadas anteriores, Taiwan não fez parte da China, mas do Japão, que assumiu o controlo da ilha como sua colónia, depois de derrotar os chineses no final do século XIX.

A história de Taiwan é atribulada, sempre marcada pela ambição de auto-governo, sempre negada por grandes potências. Os portugueses registaram a “descoberta” da ilha a que chamaram Formosa em 1544 - a ilha era povoada por populações indígenas, e os portugueses estabeleceram aí interpostos, cruzando-se ao longo do tempo com pescadores, piratas e outros navegadores espanhóis, japoneses e chineses, até à colonização holandesa, em 1642. Segue-se o “domínio” do Império Chinês, durante a dinastia Qing. Nunca foi um domínio efetivo sobre toda a ilha, mas apenas nas partes mais próximas da China continental, e a soberania era um conceito muito vago, numa visão sinocêntrica do mundo: segundo esse ponto de vista, a China era o “Império do Meio”, e os povos dos “arredores” não podiam ambicionar mais do que receber a sua civilização. 

“Era tido praticamente como uma lei da natureza que, um Mandato do Céu, que o Império Chinês dominasse a sua esfera geográfica. Para os imperadores chineses, o mandato não implicava de forma obrigatória uma relação antagónica com os povos vizinhos; preferencialmente não. (...) Os povos vizinhos, pensavam os chineses, beneficiavam do contacto com a China e a sua civilização, desde que reconhecessem a suserania do governo chinês. Os que o não fizessem eram bárbaros”, escreve Henry Kissinger no livro “Da China”.

O controlo chinês sobre Taiwan, que hoje Pequim alega como uma realidade histórica indisputável, nunca se fez sentir com grande autoridade, nem nunca foi exercido sobre todo o território de Taiwan, e terminou em 1895. Entre essa data e o fim da II Guerra Mundial, Taiwan foi uma colónia do Japão. Depois… é complicado.

Desde 1949, quando os nacionalistas chineses do Partido Kuomintang estabeleceram em Taiwan a República da China, que então ocupava a cadeira da China nas Nações Unidas, o território tem vivido na ambiguidade de ser China e não ser China. Foram as forças nacionalistas do Kuomintang que puseram fim à China imperial, constituindo a República da China, em 1912. Mas na guerra civil que se seguiu, entre os nacionalistas e os comunistas liderados por Mao Tse-Tung, as tropas maoístas levaram a melhor, e acabaram por expulsar o Kuomintang da China continental. Embora fossem reconhecidos internacionalmente como o legítimo governo da República da China, os nacionalistas dominavam apenas Taiwan e diversas ilhas em redor. O continente chinês estava nas mãos do Partido Comunista, que em 1949 proclamou a República Popular da China. 

A República da China, por seu lado, era pouco mais do que Taiwan. A ambição original dos pais fundadores da República da China era reagrupar forças e reconquistar o território continental dominado por Mao. Mantiveram, de facto, durante algum tempo, atividades de guerra na costa continental mais perto de Taiwan. Embora a enorme distância da capital, reclamavam ser eles a autoridade legítima de Pequim, e consideravam que seria uma questão de tempo até poderem reconquistar a capital do país aos comunistas. Mao, por seu lado, olhava a ilha como uma parcela rebelde da sua República Popular da China, e considerava que seria apenas uma questão de tempo até à reunificação, sobre a bandeira da República Popular da China - Pequim mantém essa ambição de reunificação até hoje, e Xi Jinping fez desse propósito um ponto central na espécie de refundação nacional que quer levar a cabo. Taipé, por seu lado, cedo abdicou da ambição de, a partir da pequena ilha, reconquistar a imensidão da China continental.

O estatuto delicado de Taiwan tem como base esta história complexa, de soberanias fluidas e bastante disputadas. E, devido a essa ambiguidade, por várias vezes o Estreito de Taiwan foi palco de picos de tensão que poderiam ter resultado em confronto total e aberto entre a China e Taiwan. China e Taiwan? Não: entre a China e Taiwan + Aliados, com destaque para os Estados Unidos. A crise a que temos assistido desde a semana passada, desencadeada com a visita de Nancy Pelosi a Taipé, é a quarta grande crise nos mares que separam a ilha do continente - uma faixa de água com uma largura média de 180 quilómetros, mas que no seu ponto mais estreito dista apenas 131 quilómetros entre as duas margens. Eis o essencial do que se passou nas três crises anteriores.

Os antecedentes das crises até 1951

Após a derrota do Japão na II Guerra Mundial, em 1945, forçada pelo lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos, os nipónicos retiraram as suas forças dos territórios que haviam invadido nos anos anteriores e ainda controlavam. Desde finais do século XIX o Império do Japão mostrava cada vez maior apetência bélica e fulgor expansionista, assumido para si a mesma “política de canhoeira” que via nas grandes potências ocidentais, que pela força das armas conquistavam territórios asiáticos ou asseguravam de alguma forma o seu controlo efetivo. O Japão travou então a primeira guerra contra o “império do Meio” chinês, cujo regime imperial se ia esboroando aos poucos. A vitória militar sobre a China na primeira guerra sino-japonesa (1894/95) garantiu a Tóquio o controlo da Península da Coreia e do sul da Manchúria, mas também recebeu a ilha de Taiwan enquanto compensação de guerra.

No início do século XX (1904), o Japão derrotou a Rússia cazarista, que também tinha interesses sobre a China. Estas vitórias alimentaram ainda mais as ambições territoriais nipónicas - a ideologia por detrás deste expansionismo era uma espécie de “imperialismo anti-imperialista”: o Japão propunha-se libertar a Ásia dos colonizadores do Ocidente, fossem os britânicos que dominavam partes da China e a Malásia, os franceses que controlavam a Indochina, ou os holandeses que dispunham da Indonésia. 

Em 1931, o Império do Japão garantiu o controlo sobre toda a Manchúria, mesmo que à custa de atrocidades que impressionaram o Ocidente, e em 1937 as permanentes tensões com a China levaram à declaração de guerra por parte de Tóquio - a segunda guerra sino-japonesa foi, de facto, o início daquilo que viria a ficar na história como a Guerra do Pacífico, que acabou por se tornar uma das frentes asiáticas da II Guerra Mundial. Entre 1937 e 1942, o Japão parecia imparável e conquistou praticamente todos os territórios que se propôs ganhar, da Indonésia às Filipinas, da Malásia a Singapura, de Hong Kong a Xangai, da Birmânia à Indonésia francesa, que incluía o Vietname, o Camboja, Laos e parte da China). Por essa altura, Taiwan não era sequer uma questão: era uma colónia japonesa, ponto. Os movimentos de resistência nacionalista taiwaneses, que existiam, foram esmagados pelas autoridades nipónicas.

Derrotado em 1945, o Japão abdicou de todos os territórios que havia conquistado não só desde os anos 30, mas também nas expansões anteriores - incluindo as colónias da Coreia e de Taiwan. As tropas nipónicas retiraram-se da ilha, que ficou sob controlo das autoridades de Pequim - que após a guerra, note-se, eram os nacionalistas do Kuomintang. A guerra civil chinesa entre comunistas e nacionalistas, que havia começado em 1927, teve um longo parêntesis durante a II Guerra Mundial, e a Revolução Comunista Chinesa só ganhou fôlego após o final deste conflito. As tropas de Mao só conquistaram Pequim em 1949, quando proclamaram o novo país. Cerca de um milhão e meio de Kuomintang controlavam apenas Taiwan

A primeira crise (1954/55)

O Tratado de São Francisco, que firma oficialmente a paz entre o Japão e os países aliados, estabelece também a renúncia nipónica a diversos territórios ocupados, entre eles, Taiwan. Mas o documento não especifica que país fica com a soberania sobre esses territórios. A China não foi parte na negociação desse documento, e nada é dito nesse tratado sobre qualquer devolução de Taiwan à China. É nesse facto que se funda a reivindicação taiwanesa de independência, que se estende desde 1949.

Uma reivindicação tão antiga como o objetivo chinês de reconquistar esses territórios. Começando, logo em 1950, pelas ilhas que estavam mais próximas do continente - para isso, Mao concentrou forças significativas na província de Fujian, em frente a Taiwan. Numa primeira fase, os Estados Unidos (sob a presidência de Truman) decidiram não intervir, apesar de Mao ter conseguido tomar o controlo de algumas ilhas. Porém, face ao avanço chinês, Truman envia navios para o Estreito de Taiwan - um bloqueio naval que visava “neutralizar” o estreito, travando o avanço chinês, mas também os bombardeamentos da China continental a partir do território de Taiwan.

O bloqueio manteve-se até 1953, quando Eisenhower, pressionado pelas correntes mais à direita, fortemente anti-comunistas, manda retirar os navios norte-americanos do Estreito, para permitir que as tropas de Taiwan avancem contra a China comunista. A Guerra da Coreia, ali ao lado, tinha acicatado a vontade norte-americana de fazer frente aos comunistas. 

O fim do tampão naval revelou-se uma faca de dois gumes. Por um lado, Taipé reforçou fortemente a sua presença militar em Quemoy e Matsu, duas ilhas costeiras bastante mais próximas do continente do que de Taiwan. Mas depois foi a vez de Mao responder: em 1954, deu ordem para o bombardeamento dessas duas ilhas dominadas por Taiwan. Entre as vítimas desses ataques estavam dois oficiais norte-americanos que estavam em Quemoy.

Em plena Guerra Fria, com o comunismo em franca expansão e o exemplo recente da guerra das Coreias, Washington já não se podia dar ao luxo de arriscar mais avanços dos homens de Mao. Apesar de viver sob uma ditadura militar, Taiwan torna-se uma espécie de primeira linha na defesa das democracias contra a expansão do comunismo - e os Estados Unidos envolvem-se cada vez mais no apoio militar à ilha. Afinal de contas, a China que os EUA e boa parte do mundo reconheciam não era a República Popular da China, com a capital em Pequim, mas a República da China, com capital em Taipé - era esta que tinha lugar na ONU, não o país de Mao.

Em 1955, as tensões chegam a um pico, conhecido como Primeira Crise do Estreito de Taiwan. O Congresso norte-americano autoriza Eisenhower a usar de força militar para proteger Taiwan. O Pentágono não faz por menos e elabora planos para usar contra a China a arma que tinha derrotado o Japão dez anos antes - mas as armas atómicas norte-americanas, por esta altura, eram muitas vezes superiores às que tinham sido usadas em Hiroshima e Nagasaki. 

Apesar da oposição dos aliados da NATO, recém-criada, a administração norte-americana ameaça usar mesmo bombas nucleares contra China para destruir “o potencial militar da China comunista”. A ameaça surte efeito e a China recua nas hostilidades contra Taiwan. Mao está pronto para negociar a paz no Estreito de Taiwan.

Embora tenha sido obrigado a ceder sob ameaça nuclear, Mao decide fazer das fraquezas força: aproveita a indignação chinesa para conseguir apoio interno para canalizar enormes recursos financeiros e científicos para a investigação nuclear. Ter a bomba atómica é mais urgente do que nunca, para ter capacidade de dissuasão e não ter de voltar a ceder à chantagem de inimigos com esse poder. O primeiro ensaio nuclear da China aconteceu em 1964.

A segunda crise (1958)

Apenas três anos após ter sido obrigado a fazer um acordo com os EUA e a travar as manobras de reconquista das ilhas rebeldes do Estreito de Taiwan, Mao Tse-Tung voltou a ordenar o seu bombardeamento massivo. A partir de agosto de 1958, começou a nova crise do Estreito de Taiwan, com a China a cumprir o curioso padrão de bombardear ilhas de Taiwan nos dias ímpares, a horas previamente anunciadas, e com alvos quase sempre pouco interessantes do ponto de vista militar ou estratégico. Era o que o líder chinês descrevia como uma “batalha política”.

Por essa altura, Pequim não queria apenas recuperar a ilha rebelde, queria afirmar a China como uma potência global, a par dos Estados Unidos - que continuavam a ser um adversário, e tinham acabado de intervir no Líbano - e da União Soviética, então dirigida por Krustchev, com quem Mao tinha grandes tensões e divergências. Embora fossem oficialmente aliados, começava uma competição entre os dois maiores regimes comunistas do mundo. Taiwan era uma peça nessa competição, em que 

Nos bombardeamentos chineses cerca de mil pessoas morreram ou foram feridas. Uma tentativa de desembarque chinês foi repelida pelas tropas de Taiwan. A China tentou bloquear o acesso às ilhas Kinmen e os EUA começaram a escoltar navios de Taiwan para garantir a segurança das rotas. A 7ª Frota foi enviada de novo para Estreito de Taiwan, e Washington forneceu aviões e equipamento de guerra para Taiwan.

Mas John Foster Dulles, o secretário de Estado norte-americano, intuiu que o verdadeiro objetivo de Mao não era tanto tomar Taiwan, mas ganhar um lugar à mesa com as grandes potências - em particular, poder negocial com os EUA. Assim era. Abriram-se conversações ao nível de embaixadas, e Mao confessou que os seus objetivos estavam cumpridos: “Batemo-nos nesta campanha que fez com que os Estados Unidos se disponibilizassem para conversar. Os Estados Unidos abriram a porta. (...) Ok, então, conversemos.”

Mas, antes das conversações, a crise ainda teve capítulos de enorme tensão.

Krustchev, apesar das difíceis relações com Mao, prometeu ajudar a China e ameaçou com uma guerra mundial, admitindo até mobilizar armas nucleares por causa da crise de Taiwan. A União Soviética, prometeu o líder do Kremlin, “fará tudo” para defender a China, “uma granda amiga, aliada, e vizinha do nosso país”. Um ataque à China, disse Krustchev, seria um ataque à URSS. Washington não ficou atrás, e ameaçou também com a guerra total. 

Houve diversos combates aéreos, com vantagem para os aviões americanos sobre os caças soviéticos, e cinco meses quase de conflito aberto, entre agosto e dezembro de 1958.

A crise nunca fugiu ao controlo, acabou por arrefecer, mas as suas marcas prolongaram-se no tempo. Chineses e taiwaneses mantiveram a estranha tradição de se bombardearem em dias alternados, evitando sempre fazer vítimas mortais — por vezes, em vez de armamento, eram lançados folhetos de propaganda no terreno adversário. Uma situação que se prolongou até 1979, quando os Estados Unidos reconheceram a República Popular da China e foram estabelecidas relações diplomáticas bilaterais. Mas as relações entre Pequim e Washington deram um salto significativo em 1971, quando Richard Nixon enviou o seu chefe de diplomacia, Henry Kissinger, para negociações com o braço direito de Mao, Zhou Enlai. Nesse ano a República Popular da China assumiu o lugar que era ocupado por Taiwan na ONU, e no ano seguinte Nixon fez uma viagem pioneira à China, que abriu caminho à normalização das relações bilaterais.

A terceira crise (1995/96)

Passaram-se mais de três décadas até a tensão no Estreito de Taiwan voltar a atingir o ponto de ebulição. Entretanto, terminou a Guerra Fria, caiu o Bloco de Leste, desfez-se a União Soviética, e os EUA assumiram-se como única super-potência global. 

Mas Taiwan continuava a ser um assunto por resolver - só não era um problema maior porque Washington se manteve na política de “ambiguidade estratégica” que significava uma no cravo e outra na ferradura: passou a reconhecer a China e a sua reivindicação de “uma só China”, e deixou de considerar Taiwan como um país independente; mas em simultâneo, assumiu o compromisso de ajudar Taipé a manter o status quo que se mantém desde 1949, com o autogoverno da ilha, sem qualquer interferência de Pequim.

Um equilíbrio delicado que foi posto à prova em 1995, quando Lee Teng-hui, presidente de Taiwan (1988-2000), foi convidado para discursar numa conferência na Universidade de Cornell, nos EUA, onde tinha sido aluno. A Administração Clinton recusou o visto ao presidente taiwanês, como já havia recusado no ano anterior, quando o avião de Lee fez uma paragem de reabastecimento no Havai e o seu passageiro VIP se viu obrigado a dormir no avião.

Mas o Congresso contrariou Clinton e aprovou quase por unanimidade uma recomendação para que o Departamento de Estado emitisse o visto, permitindo a Lee desembarcar nos EUA e discursar na sua alma matter (não é de agora a tendência do Congresso para embaraçar a Casa Branca quando se trata dos equilíbrios de Taiwan…).

Lee era cauteloso nas suas intervenções públicas sobre a independência da ilha, mas o seu pensamento era bem conhecido, tornando-o a figura de referência dos independentistas. Para além disso, em 1995 estava a preparar as primeiras eleições presidenciais diretas, concretizando a democratização total de Taiwan, que já tinha evoluído da ditadura militar dos primeiros anos para uma espécie de democracia musculada. A marcação das primeiras eleições totalmente livres para a Presidência da República de Taiwan tinha sido, de resto, o pretexto para o convinte da Universidade de Cornell a Lee.

A resposta da China foi, mais uma vez, mostrar os dentes: exercícios militares, que foram desde testes de mísseis no Estreito de Taiwan a manobras de assalto anfíbio. Os EUA responderam, com a presença dissuasora de vários porta-aviões.

A tensão voltou a subir em 1996, mesmo antes das eleições presidenciais. Pequim entendia que a eventual eleição de Lee por sufrágio direto seria um passo importante para as tentações independentistas da ilha, e iniciaram uma terceira ronda de testes de mísseis, com alguns a cair nas águas de Taiwan.

Tal como acontece agora, as manobras militares afetaram as rotas marítimas - os EUA responderam enviando uma robusta presença naval.

O assédio militar da China, que queria evitar a vitória de Lee, teve o resultado oposto: Lee venceu, com uma margem superior ao que seria expectável. Observadores da política local acreditam que, sem a pressão chinesa, o resultado não seria tão favorável ao presidente recandidato.

Nos anos 50, após a primeira crise do Estreito de Taiwan, a China concluiu desse acontecimento que deveria apostar forte na sua capacidade nuclear. Nos anos 90, após a terceira crise, entendeu que precisava de investir fortemente em novos meios militares - começaram então décadas de fortíssimo investimento em segurança e defesa, com compra de navios, submarinos e aviões de combate (sobretudo encomendas à Rússia) e, também, desenvolvimento da sua própria indústria militar. 

Do outro lado do estreito, o movimento foi o mesmo, com Taiwan a apostar forte na compra de mais e melhor equipamento militar aos EUA. A quarta crise do Estreito de Taiwan, a que estamos a assistir, pode mobilizar meios militares a um nível incomparável com qualquer das anteriores. 

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