Taiwan propõe aumento de 18% das despesas militares em 2027 para conter a China

17 ago, 09:27
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"Investir na defesa é investir na paz", argumenta o presidente de Taiwan

O presidente taiwanês, Lai Ching-te, anunciou esta segunda-feira que o seu governo vai propor um orçamento recorde de defesa de 1,12 triliões de NT$ (35,318 mil milhões de dólares) para 2027, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, no meio da escalada das tensões entre Taipé e Pequim.

"Investir na defesa é investir na paz; continuaremos a construir uma capacidade de defesa mais forte para preservar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e na região", disse o presidente após uma reunião sobre o orçamento geral do governo para o próximo ano.

Assim, os gastos militares da ilha voltarão a ultrapassar os 3% do seu Produto Interno Bruto (PIB), demonstrando a "determinação" de Taiwan em "reforçar a sua autodefesa", acrescentou Lai, segundo comunicados divulgados pelo seu gabinete.

O governo apresentará o detalhe deste e de outros itens do orçamento a 20 de agosto, embora seja o Parlamento — atualmente controlado por uma oposição que defende laços mais estreitos com Pequim — a ter a palavra final sobre os valores.

O orçamento do governo central para 2026, aprovado na semana passada após meses de disputas entre o partido no poder e a oposição, destinou 949,5 mil milhões de NT$ (29,881 mil milhões de dólares) para a defesa, o equivalente a 3,32% do PIB de Taiwan à data da estimativa.

Este último aumento faz parte do objetivo de Lai de continuar a elevar o orçamento militar ano após ano até atingir 5% do PIB em 2030.

A proposta responde não só à crescente pressão militar de Pequim, que considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não descarta o uso da força para assumir o controlo, mas também às exigências de Washington, que insiste que Taipé deve investir mais na sua própria defesa.

Desde que Xi Jinping chegou ao poder, em 2012, a China empreendeu também uma profunda modernização das suas forças armadas, adquirindo novos porta-aviões, aviões de combate de última geração e mísseis avançados.

Pequim, por sua vez, já anunciou um aumento de 7% nas despesas com a defesa até 2026, para aproximadamente 1,91 biliões de yuans (283,248 mil milhões de dólares), um ritmo ligeiramente mais lento do que nos três anos anteriores (7,2%).

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