Invasão chinesa de Taiwan pode acontecer antes de 2024, alerta marinha norte-americana

20 out, 18:31
Porta-aviões Theodore Roosevelt

China estará determinada em “perseguir a reunificação numa janela temporal muito mais rápida”, segundo Washington

É um aviso que ninguém queria ouvir. A principal figura da marinha norte-americana alertou que as forças armadas norte-americanas têm de estar preparadas para a possibilidade de uma invasão a Taiwan antes de 2024. Este é um alerta que encurta bastante a janela avançada anteriormente pelo exército, que apontava para uma ação militar chinesa até 2027.

“Quando falamos sobre a janela de 2027, na minha mente, deve ser uma janela de 2022 ou potencialmente uma janela de 2023. Não quero ser alarmista, só que não podemos desejar que a ameaça simplesmente desapareça”, disse o almirante Mike Gilday ao Atlantic Council, na quarta-feira, citado pelo Financial Times.

Há um ano, as palavras do almirante Philip Davidson chocavam as mais altas patentes militares, com o então líder do comando da frota do Indo-Pacífico a declarar que a China podia avançar para a invasão de Taiwan antes mesmo de 2027.

A ideia do líder da marinha norte-americana vai ao encontro da expressa pelo secretário de Estado Antony Blinken, que admitiu que a China está determinada em “perseguir a reunificação numa janela temporal muito mais rápida”, após decidir que o status quo “já não é aceitável”.

No seu discurso de abertura do congresso do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping acusou “forças externas” de estarem a atuar para aumentar a tensão no estreito de Taiwan e que esses atores estrangeiros seriam culpados caso a China decida atacar o país.

O congresso americano está prestes a levar a votos uma legislação que permite ao complexo industrial militar norte-americano fornecer 10 mil milhões de dólares em armamento a Taiwan, ao longo de cinco anos. A ser aprovado, esta seria a primeira vez que Washington financiaria a compra de armamento a Taipei.

Recorde-se que as tensões entre os Estados Unidos e a China acerca do arquipélago de Taiwan tem vindo a escalar desde a visita da líder do congresso americano, Nancy Pelosi, em agosto, motivando alguns dos maiores exercícios militares chineses dos últimos anos. O próprio presidente norte-americano viu-se obrigado a intervir, dando a entender que um ataque chinês levaria a uma resposta militar do seu país.

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