Xerife Bednarek impõe a lei
A FIGURA: Jan Bednarek
O central polaco foi imponente na forma como ganhou a frente a Barreiro no lance do golo. Controlou as ações de Pavlidis, numa boa parceria com Thiago Silva. Saiu completamente estourado fisicamente, quando faltavam 15 minutos para o fim de jogo. Mais uma exibição à xerife.
O MOMENTO: golo de Bednarek, 16 minutos
Como tem sido habitual esta época, o FC Porto teve uma entrada forte na partida. De bola parada, conseguiu fazer o que não fez no Clássico do campeonato – desbloqueou o jogo. Aí, a equipa de Francesco Farioli pôde jogar como queria. Permitiu que o Benfica assumisse maior controlo da bola e focou-se em explorar os ataques rápidos.
OUTROS DESTAQUES
Borja Sainz: o espanhol é feito para estes jogos. Joga de faca nos dentes, como se diz na gíria. Foi muito agressivo na pressão, por vezes até exagerou nas picardias. Galvanizou-se com o apoio vindo das bancadas e também puxou por elas. Esteve sempre de olhos postos na baliza adversária.
Gabri Veiga: entende-se que jogo nestes jogos em detrimento de Rodrigo Mora. O espanhol tem outro andamento físico, além dos atributos técnicos, claro. Foi o autor da assistência para golo de Bednarek e também somou movimentos muito interessantes nas costas da defesa do Benfica, que podiam ter causado danos maiores.
Diogo Costa: não foi um jogo de muito trabalho para o capitão portista. Mas aquela defesa imperial antes do intervalo, com o pé, aguentou o 1-0 numa altura crítica. Na segunda parte, destacou-se com defesas, sobretudo, a remates de fora da área.
Thiago Silva: uma estreia tal como o esperado. A idade traz experiência e o central brasileiro fez uso dela. Um jogo discreto, mas muito seguro, como os seus companheiros de setor. Não se inibiu de dar instruções aos colegas, apesar de ser novo no plantel.
Pablo Rosario: jogo muito competente do ex-Nice. Serviu como pêndulo do meio-campo e ainda ajudou a fechar como central na reta final do encontro. Ganhou a corrida pela titularidade a Alan Varela.