Vasco Seabra: «Na segunda parte fomos deixando de existir»

Ricardo Jorge Castro , Estádio Municipal de Fafe, Fafe
23 nov 2025, 17:01
Taça de Portugal: Fafe-Arouca (MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA)

Taça: Fafe-Arouca, 2-1 (reportagem)

Declarações do treinador do Arouca, Vasco Seabra, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Fafe, após a derrota por 2-1, em jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal:

O que faltou ao Arouca e qual o estado de espírito no balneário:

«Faltou muita coisa. Essencialmente, uma postura mais capaz, principalmente na segunda parte, na qual fomos deixando de existir. A nossa atitude competitiva baixou, a do Fafe foi subindo, também com o entusiasmo dos adeptos e com o que fomos permitindo que fosse acontecendo. Podíamos ter fechado o jogo, pelo menos ter feito o 2-0 e se o fizéssemos, as coisas tinham ficado mais estáveis para nós. Não o fizemos e expusemo-nos a muitos momentos de transição e, depois, a fragilidade na bola parada. Mais do que explicações, resta-nos assumir a responsabilidade, o peso da derrota, que é um momento de frustração gigante. Queríamos continuar na prova, temos de focar-nos no campeonato. Pedir desculpa às pessoas que nos acompanham, seja as que ficaram em casa, seja as que vieram cá e sabemos que, mais do que qualquer outra coisa, temos de ser nós a dar a volta à situação. Vacilámos muito tempo na segunda parte.»

Que peso é que esta derrota pode ter:

«Pode ter um peso em que nos deixa no chão, ou pode ser a bofetada que todos temos de levar para acordarmos e percebermos que isto é o nível mais alto que existe em Portugal, é um patamar competitivo altíssimo e todos temos de fazer mais: treinador, equipa técnica, jogadores.»

Dificuldade na bola parada ao longo de todo o jogo:

«Tivemos sempre fragilidade na bola parada. Treinámos esta semana várias vezes situações de esquemas táticos defensivos, sabíamos que, num jogo típico de Taça, que é sempre um momento em que temos de estar muito agressivos e focados. Já tínhamos sofrido dois golos de canto com o Estoril e sabíamos que tínhamos de melhorar e crescer. Ao intervalo, reforçámos essa necessidade de sermos agressivos, primeiro impedir cantos e, se fosse, a necessidade que tínhamos. Não fomos competentes, responsabilidade minha e da equipa.»

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