Taça: Leça-Sporting, 0-4 (destaques)

Vítor Maia , Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
11 jan, 22:52

Tabata, génio à solta na Mata

Figura: Bruno Tabata

Génio à solta. O extremo brasileiro como que cravou um punhal no sonho do Leça e resolveu a eliminatória a favor do Sporting. Tabata provou o talento que possui ao minuto 12 ao driblar Henrique com uma roleta e a atirar cruzado para o 1-0. Além do golo, o ex-Portimonense somou pormenores de qualidade, viu Galil negar-lhe o bis com uma defesa extraordinária, e assistiu Matheus Nunes para o 2-0. Não marcou o segundo golo da conta pessoal a fechar a primeira parte, fê-lo à entrada dos dez minutos finais. Agarrou, sem dúvida, a oportunidade.


Momento: génio de Tabata começa a resolver a eliminatória, minuto 12

O Leça nem estava desconfortável no jogo, bem pelo contrário. O líder da série C do Campeonato Portugal já tinha ensaiado um par de saídas e estava a conter o poderio ofensivo leonino. No entanto, os leceiros foram impotentes para travar o génio de Tabata. Uma receção que foi como um drible, visto que tirou Milhazes do lance, uma roleta e um remate em jeito fora do alcance de Galil. A eliminatória começou a ficar decidida nesse lance de inspiração do extremo brasileiro.

Outros destaques:

Galil: sofreu quatro golos, mas está isento de culpas nos lances. O herói do Leça nas eliminatórias contra Arouca e União de Paredes mostrou-se seguro nas saídas pelo ar, qualidade a jogar pelo chão e fez a defesa da noite a remate de Tabata. Galil, de apenas 23 anos, foi o rosto da campanha sensacional dos leceiros na Taça e a prova de que há talento escondido nas divisões inferiores.

Vinagre: não jogava desde início de novembro e mostrou-se sobretudo no capítulo ofensivo. O internacional jovem por Portugal fartou-se de arrancar cruzamentos na esquerda que nem sempre foram bem aproveitados pelos seus colegas - exceção feita a Nuno Santos. Embora tenha acumulado algumas perdas de bola, Vinagre superou o teste, mas falta saber se já está pronto para jogos com outro grau de dificuldade.

Nani: nome de uma das maiores figuras da academia do Sporting, o extremo do Leça provou ser um virtuosista. Irreverente, Nani exibiu lampejos de qualidade e foi um dos responsáveis por carregar a equipa leceira para ataque. Aqui e ali, pecou na hora de soltar a bola.

Matheus Nunes: foi dos poucos jogadores que não foi «poupado» e é fácil perceber o motivo. Além da suspensão de Bragança, o internacional português é importante na manobra do Sporting pelo ritmo que imprime em cada ação. Matheus foi difícil de travar em condução e revelou lucidez na gestão da bola e na definição. Coroou a boa exibição com o golo que fechou definitivamente a eliminatória.

Ugarte: o pesadelo dos médios do Leça. O internacional uruguaio fartou-se de «roubar» bolas no corredor central, raramente perdeu a posição o que o fez parecer omnipresente. Ugarte fez um trabalho notável no lance que originou o golo de Matheus Nunes primeiro a recuperar, depois a libertar-se de dois opositores. Fez um bom jogo, no fundo.

 

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