Presidente da SAD do Sintrense: «Não vamos ao Dragão para perder o jogo»

20 out 2025, 19:52
Ricardo Oliveira, presidente da SAD do Sintrense (FOTO: Sintrense)

Ricardo Oliveira mostrou-se satisfeito pela visita à casa do FC Porto na Taça de Portugal, adversário que encontra pela terceira ocasião nas últimas cinco épocas na competição

21 anos depois, o Sintrense chega novamente à quarta eliminatória da Taça de Portugal. Depois de ter surpreendido o Rio Ave na terceira eliminatória da Taça de Portugal e antes ter eliminado o Vizela, da II Liga, o clube do Campeonato de Portugal prepara-se agora para visitar o Estádio do Dragão, onde vai medir forças com o FC Porto na próxima ronda da prova.

O desafio é de dimensão enorme e o próprio acionista maioritário da SAD, Ricardo Oliveira, admite que será preciso um pequeno milagre.

«Não vamos ao Dragão para perder o jogo, mas para mostrar os nossos argumentos, conscientes de que o FC Porto tem mais do que nós», afirmou o dirigente à Agência Lusa.

O Sintrense volta assim a encontrar os dragões pela terceira vez nos últimos quatro anos, depois das derrotas por 3-0 (2024/25) e 5-0 (2021/22), sempre na terceira ronda da Taça.

«Fomos eliminados no passado e, como será de esperar, voltaremos a ser eliminados. Ainda por cima a jogar no Dragão, mas os milagres acontecem. [...] Ir ao Dragão é uma felicidade e uma boa almofada para uma equipa como o Sintrense. Mas o foco tem de continuar a ser o campeonato, porque o nosso objetivo é subir de divisão», reconheceu Ricardo Oliveira.

Adepto confesso do Sporting — chegou mesmo a concorrer à presidência do clube leonino em 2022 —, Ricardo Oliveira fez questão de deixar elogios ao rival portista e ao seu presidente.

«Tenho muito respeito pelo FC Porto e uma franca simpatia pelo André Villas-Boas, com quem mantenho uma excelente relação», afirmou.

O dirigente destacou ainda o percurso do Sintrense nesta edição da Taça, lembrando que antes de eliminar o Rio Ave (3-2) já tinham afastado o Vizela, da II Liga.

«O futebol tem destas coisas. Na folha o Rio Ave era muito mais forte, mas naquele dia o Sintrense foi melhor. O segredo tem sido liderança, trabalho, competência e um grupo muito unido. [...] Temos vindo a formar um grande grupo e esta época estamos ainda mais fortes. A equipa técnica é nova, competente, os jogadores têm outras características e o espírito do grupo está também muito forte», concluiu..

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