«Ganhou quem mais quis. Bom banho de humildade, a começar pelo treinador»

Ricardo Jorge Castro , Estádio Municipal de Fafe
19 out 2025, 16:50
Vasco Botelho da Costa no Fafe-Moreirense (HUGO DELGADO/LUSA)
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Taça: Fafe-Moreirense, 1-0 (reportagem)

Declarações do treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Fafe, após a derrota por 1-0 ante o Fafe, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal:

O que aconteceu para o Moreirense não conseguir vencer:

«Foi um jogo equilibrado do princípio ao fim, nós em nenhum momento do jogo conseguimos fazer a diferença, principalmente do ponto de vista ofensivo, que era a expectativa. Acabou por ser um jogo disputado, decidido numa bola parada. Mas isso é o que tem de fazer-nos pensar: em nenhum momento devíamos ter permitido que o jogo tivesse sido equilibrado como foi, apesar de ser difícil jogar contra uma organização defensiva como a do Fafe, que foi bastante competente, e de não ser fácil colocar a bola a rolar nestas condições. Mas isso, em nenhum momento, é desculpa, porque, na minha opinião, ganhou a equipa que quis mais ganhar o jogo. E nós, à medida que o tempo ia passando, parece que mais confortáveis estávamos a ficar com o que estava a acontecer e à espera de que o resultado caísse a nosso favor. Pelo contrário, o Fafe começou a acreditar mais. E, antes de pensarmos na parte tática, temos de perceber que se não quisermos mais ganhar o jogo do que o adversário, não vamos ter sucesso.»

Se o problema foi desvalorizar o adversário:

«Não se trata de desvalorizar. Foi daqui que eu vim, desta realidade. Os jogadores estavam mais do que avisados. Tem a ver com a disponibilidade mental em função do que ia acontecendo no jogo. Penso que entrámos ligados, mas depois o jogo, ao mesmo tempo, não se tornou extremamente difícil. Nós sentimos que estávamos a conseguir controlar o Fafe e acomodámo-nos um bocadinho à falsa ideia de que íamos fazer um golo. E acabámos por baixar os índices de agressividade e concentração e, com isso, o Fafe foi tendo confiança. Um bom banho de humildade para todos nós, a começar pelo treinador. Temos de lembrar-nos deste dia até ao final da época.»

Substituição de Benny, já amarelado. Se foi medo de poder ser expulso:

«Claro, eu conheço o Ricardo Baixinho, é um árbitro pouco condescendente e senti que, a partir do momento em que o Benny tinha amarelo naquelas condições, podia ser expulso a qualquer momento. Fomos condicionados, responsabilidade nossa.»

Que peso pode ter a derrota na época na Liga:

«Nós sabemos que as fases são importantes e, neste momento, estamos com duas derrotas seguidas. Portanto, isso é negativo. Mas não olhamos muito para isso. Foi um jogo fraco, temos de assumi-lo. O futebol vai ser sempre um jogo em que duas forças se encontram e, quando estamos mais fortes, conseguimos ganhar mais duelos e ser mais agressivos, estamos mais próximos, na parte técnico-tática, de fazer pender o jogo a nosso favor. Não fizemos o mais importante: ter a atitude certa para fazer a diferença.»

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