Técnico do Famalicão deixou também uma palavra de apoio a um elemento do staff, que se encontra num momento delicado de saúde
Declarações de Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, após a vitória sobre o São João de Ver (3-0) em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal.
Análise ao jogo e a importância deste triunfo, o primeiro ao fim de cinco jogos
«Uma vitória extremamente importante para nós, porque nos permite estar na eliminatória seguinte. Esta é uma competição que respeitamos e na qual temos ambição. Um jogo difícil, em casa de um adversário extremamente organizado, com jogadores que sabem os caminhos que têm para fazer. Uma equipa que fechou muito o espaço central do jogo e nos obrigou a andar à volta para encontrar espaço.
Quando o jogo começa, enquanto existe muita energia da parte do adversário, é mais difícil encontrar esses espaços e nós tínhamos que ter a paciência para encontra-los, sem ao mesmo tempo permitirmos ao adversário, nas recuperações de bola, sair em rápida transição para nos criar calafrios».
«Fomos sempre organizados, uma equipa fiel às nossas ideias e sabíamos que acabaríamos por desbloquear o jogo. No início da segunda parte, começar a ir à procura do golo de uma forma mais vincada, começamos a compreender mais onde é que estariam os espaços e acabamos por fazer os golos que dão justiça ao resultado. Acho que é um resultado justo, fizemos aquilo que tínhamos que fazer, que era chegar aqui, sermos fiéis a nós, ganhar a eliminatória e estar presente na próxima, mas acho que fizemos mais que isso.»
«Fizemos também uma demonstração de que temos mais jogadores que aqueles que têm estado constantemente nos onzes iniciais, dar espaço também a alguns jogadores que estão em crescimento, que têm que se desenvolver e têm que mostrar ao treinador que é dentro do campo que se agarram a oportunidades e para mim foi importante ter alguns jogadores dentro do campo a mostrar isso e foi isso que eu vi.
Importante também para mim ver um jovem da academia (Rodrigo Pinheiro) chegar ao seu primeiro jogo na equipa profissional do Famalicão, acho que é a demonstração de que o projeto é aberto aos jogadores de fora e de dentro e que é aberto ao talento e este é o nosso caminho.»
Importância destes jogos, após pausa de seleções, para experimentar coisas novas, novas ideias
«Acima de tudo permitiu-nos trabalhar, afinar algumas porcas e parafusos em relação a alguns pormenores, mas vincular o nosso jogo, não deixarmos de ser vinculativos ao nosso jogo. O facto de não termos ganho nos últimos jogos não quer dizer que não tenhamos estado bem, temos estado extremamente bem, temos estado fiéis às nossas ideias e estivemos sempre muito próximos de ganhar, mas a justiça do resultado nunca trouxe aquilo que nós, na minha opinião, merecíamos, que era ter ganho os últimos jogos da Liga».
«Os jogadores que estiveram dentro do campo foram de encontro às nossas ideias e isso deixou o treinador satisfeito, porque é muito fácil estes jogos entrarem numa vertente mais emocional, em que se perde e ganha a bola, em que o adversário tem contra-ataque e se a equipa não for paciente, não for rigorosa, o tempo começa a passar, a paciência deixa de existir e é perigoso. E nós fomos extremamente profissionais, sérios e coerentes no nosso jogo.»
A exibição do Van de Looi, que entrou ao intervalo e esteve ligado aos dois primeiros golos
«Essa é uma posição fulcral no nosso jogo. O Marcos Peña estava a fazer um bom jogo, acabou por ser, para mim, uma substituição mais ligada ao facto de ter controle no jogo e eu achei que com o cartão amarelo, com o adversário que ia ganhar algumas bolas e sair em contra-ataque, poderia ser perigoso uma falta, levar-nos a ficar com 10 elementos. O Tom entende a nossa maneira de jogar, tem vindo a jogar, conhece os caminhos e que trouxe um input à equipa mais vertical naquilo que era chegar ao espaço que nós queríamos.»
«O técnico concluiu a conferência de imprensa deixando uma palavra para um elemento do staff famalicense: “Dar uma palavra especial a um membro do nosso staff, um de nós, que está a passar por um momento de saúde mais difícil, mas para demonstrar que estamos cá a todos com ele, por isso é que os jogadores, na hora dos golos, levaram uma camisola do João. Nós somos um todo, este é um clube que trabalha junto dentro do campo, fora do campo e é assim que nós caminhamos e para isso temos que dizer que hoje não jogamos fora, jogamos em casa.»