Taça: Fafe-Torreense, 1-1 (reportagem)
Declarações do treinador do Fafe, Mário Ferreira, na sala de imprensa, após o empate a um golo ante o Torreense, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal:
«Acho que o Fafe foi superior, nos momentos, tanto defensivos como ofensivos. A nossa equipa conseguiu superiorizar-se, também fazendo valer o fator casa. Tivemos um ou outro lance defensivamente na bola parada em que sofremos um pouco, principalmente na primeira parte, num canto. Temos de melhorar. Na segunda parte, após a expulsão - uma expulsão que me deixa algumas dúvidas, mas aceitamos a decisão do árbitro - foi difícil entrar no jogo, o campo também estava difícil. E, quando a equipa se apanhou, nos últimos dez minutos, a jogar em igualdade numérica, conseguiu igualar o jogo. Mas acho que o resultado se ajusta à exibição das duas equipas.»
Com que sensações sai do jogo e os níveis de confiança para a segunda mão:
«A confiança da equipa… acho que ficou provado, no jogo de hoje, que o Fafe pode sonhar em chegar à final da Taça de Portugal. Vamos jogar fora, contra uma equipa que tem muito valor, que está a lutar por uma subida de divisão e que teve, na Taça de Portugal, um trajeto meritório, assim como nós. E quando chegar a essa data, vamos preparar esse jogo da melhor forma e tentar trazer essa final que tanto sonhamos.»
Vem aí fase de manutenção na Liga 3. Se o plano é garantir o objetivo o mais rápido possível e depois focar na Taça:
«Nós, como equipa podemos colocar sempre objetivos internos. Obviamente que isto, para fora, vale o que vale. Mas, para nós, vale muito. Temos um objetivo claro, a manutenção, mas queremos fazer uma fase de manutenção positiva, que não se desvie do que está a ser bem feito. É preciso termos capacidade mental forte para conseguir essa manutenção o mais rápido possível. Apesar de estarmos numa fase de manutenção, temos equipas com valor que vão disputar essa fase para ficar na Liga 3, que é uma liga com valor e isso ficou provado no jogo que o Fafe realizou.»
Manu em estreia, na semana em que chegou:
«O Manu foi uma contratação que tinha de ser feita. Se não fosse o Manu, tinha de ser outro guarda-redes. Sabemos que dentro dos plantéis temos de ter pelo menos três guarda-redes. O Manu veio para acrescentar, há uma confiança total nas capacidades dele, principalmente como ser humano e certamente vai ajudar o nosso trabalho, juntamente com o João Gonçalo e com o Tiago Martins. Estou tranquilo com ele, o grupo tem de acolhê-lo da melhor forma, adaptar o jogador ao contexto em que está inserido. O Manu chegou há dois dias. Devido à lesão do Tiago, tivemos de colocar o Manu na convocatória. O João teve a expulsão… é futebol. É adaptar o Manu, dar-lhe confiança e passar as ideias da equipa. Mas confiança total.»