Clube garante que estádio reunia condições e diz ter sido informado da mudança de local com apenas 24 horas de antecedência
O Caldas reagiu na madrugada desta terça-feira à decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de alterar o local do jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal frente ao Sp. Braga, inicialmente agendado para o Campo da Mata e transferido para o Estádio Manuel Marques, do Torreense.
Em comunicado oficial, o clube da Liga 3 esclarece que «sempre defendeu a realização do encontro no seu estádio», considerando que o recinto reunia as condições regulamentares exigidas.
Segundo o Caldas, essa posição foi formalizada por escrito e acompanhada de intervenções concretas no relvado, realizadas na semana anterior ao jogo por uma empresa externa ligada a um clube da Liga, em articulação com a própria FPF.
A Direção sublinha que essas melhorias foram executadas com conhecimento e validação das entidades competentes e que, até então, não existia qualquer indicação formal que inviabilizasse a realização da partida no Campo da Mata. Ainda assim, o clube afirma ter sido surpreendido com a decisão federativa, comunicada cerca de 24 horas antes do jogo e contra a posição expressa do Caldas.
Perante o cenário, a administração caldense diz ter defendido «acerrimamente» os interesses do clube, chegando a propor o adiamento do encontro como solução alternativa, proposta que acabou por ser recusada pela entidade organizadora.
Apesar da discordância, o Caldas garante que irá cumprir a decisão da FPF e disputar o encontro no Estádio Manuel Marques, esta terça-feira, às 19h.
Leia aqui o comunicado na íntegra:
«O Caldas Sport Clube vem, por este meio, prestar um esclarecimento público e detalhado aos seus sócios, adeptos e à comunidade, relativamente à decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de alterar a localização do jogo da Taça de Portugal, decisão essa comunicada ao Clube com cerca de 24 horas de antecedência e contra a posição expressa e reiterada desta Direção. Desde o primeiro momento, o Caldas Sport Clube defendeu de forma firme, inequívoca e sustentada a realização do jogo no Estádio Campo da Mata, por considerar — e comprovar — que o recinto reunia as condições regulamentares exigidas. Esta posição não foi apenas uma convicção do Clube: foi formalizada por escrito, validada por todas as partes envolvidas e acompanhada de ações concretas. Na semana anterior ao jogo, e na sequência de indicações recebidas, o Caldas Sport Clube avançou com intervenções no relvado, realizadas por uma empresa externa associada a um clube da Primeira Liga, em articulação com a FPF, precisamente para garantir que o jogo se realizasse no nosso estádio. Estas intervenções foram executadas e comunicadas com conhecimento e validação das entidades competentes, através de correio eletrónico, não existindo, até esse momento, qualquer indicação formal em sentido contrário. O Caldas Sport Clube foi surpreendido, sem que nada o fizesse prever, que o jogo não se realizaria no Campo da Mata, ainda que a Direção tenha defendido acerrimamente, incluindo com a proposta de adiamento da partida, solução que permitiria salvaguardar os interesses do Clube e dos seus adeptos. A proposta foi declinada. A Direção do Caldas Sport Clube não foi passiva e não deixou de defender o Clube. Fê-lo com seriedade, com ações no terreno e com total respeito pelos regulamentos. Não obstante tudo o que fica exposto, o Caldas Sport Clube cumprirá a decisão final da entidade organizadora, de realizar o jogo no Estádio Manuel Marques, hoje pelas 19h, afirmando o seu compromisso com a competição, com o fair-play e com a defesa da verdade desportiva. Fá-lo, no entanto, sem abdicar da verdade dos factos e do dever de prestar contas aos seus sócios.»
Caldas da Rainha, 23 de dezembro de 2025
A Direção do Caldas Sport Clube
