Desp. Chaves-Benfica, 0-2 (crónica)

Edgar Pedreiro , Estádio Municipal Eng. Branco Teixeira
17 out, 21:39

Benfica vence, mas Desp. Chaves deu boa réplica

José Mourinho já havia dito em antevisão que o Desp. Chaves era de escalão secundário, mas não tinha futebol de escalão secundário. Foi o que se viu hoje no Municipal Eng. Branco Teixeira. Apesar dos argumentos do Benfica serem outros, os flavienses apresentaram-se personalizados e encararam a equipa do primeiro escalão de olhos nos olhos. Pavlidis, acabou por decidir a partida com dois golos à entrada da área.

Recorde o filme do jogo.

Jogo de Taça de Portugal, onde Filipe Martins operou sete alterações no onze em relação ao último jogo. José Mourinho, por seu turno, já tinha mostrado apreço pelo futebol do Desp. Chaves, apresentou-se praticamente com os mesmo que defrontam o FC Porto. Exceção para a baliza, assumida por Samuel Soares, a chamada de Tomás Araújo em detrimento de Otamendi e a ausência de Rios, já prometida pelo técnico.

O jogo iniciou-se com uma toada já previsível, posse de bola para o Benfica e com os da casa a tentar encurtar e fechar os espaços. Com a circulação de corredor a corredor, os homens de José Mourinho provocavam alguma intranquilidade na defensiva flaviense.

Zach foi a imagem dessa intranquilidade, e numa hesitação, deixou a bola à mercê de Pavlidis, que à entrada da área colocou o Benfica em vantagem.

Tranquilizados pelo golo, os visitantes, baixaram o ritmo e mantinham a posse no espaço mais recuado do campo, atraindo os homens do Chaves de forma a criar espaços para as entradas. Principalmente, de Pavlidis.

A mudança de atitude dos visitantes permitiu aos «valentes transmontanos» chegar com mais frequência ao reduto ofensivo. Aumentou a frequência, mas não acompanhou a eficácia, e nem mesmo a intranquilidade de Samuel, que deixou escapar a bola um par de vezes, permitiu ao Desp. Chaves fazer o golo.

O Benfica controlou e marcou o ritmo do jogo. Mas na segunda metade, de forma consentida, ou não, os da casa criaram mais situações de poder mexer com o marcador. Mais uma vez, pecaram na finalização.

Na outra baliza, íamos assistindo ao duelo interessante entre Gudzulic e o grego Pavlidis, com clara vantagem para o guarda-redes do Chaves que com um par de boas defesas ia segurando o resultado.

O sérvio defendia, mas não susteve tudo. Mesmo depois de negar o golo a Enzo Barrenechea, não conseguiu defender o remate, mais uma vez, de Pavlidis. O goleador encarnado apareceu de novo à entrada e rematou a contar.

A eliminatória ficava assim fechada. Com o segundo golo, o Benfica, travou o impo e ambição dos flavienses que até estavam mais soltos na partida.

O Chaves cai assim na terceira eliminatória da Taça de Portugal, mas acaba por deixar uma boa imagem. Apesar da rotatividade que Filipe Martins operou, os flavienses que foram ao estádio ficaram satisfeitos com a performance da equipa.

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