Taça: Tirsense-Benfica, 0-5 (crónica)
Águia em modo tranquilo e de mão cheia numa noite de regressos e estreias a titular e a marcar
Depois do êxito no Dragão, o Benfica tirou quase por completo o bilhete para a final do Jamor, ao golear o Tirsense por 5-0 no Estádio Cidade de Barcelos. É caso para dizer que a segunda mão, na Luz, vai ser mesmo para cumprir calendário e rodar o plantel.
As diferenças eram gigantes e ficaram comprovadas em campo, numa noite histórica para o Tirsense, que há quatro dias garantiu a permanência no Campeonato de Portugal. E de tranquilidade para o Benfica, que cumpriu a sua parte e, com alguma naturalidade, desenhou a goleada. De mão cheia. Bastou acelerar um pouco, num jogo em que Lage mudou nove nomes no onze inicial em relação ao clássico.
Regressos e estreias a titular e a marcar acabaram por ser denominadores comuns em Barcelos, já que João Rego – tal como Adrian Bajrami – se estreou a titular pela equipa principal e estreou-se também a marcar.
Ao minuto 26, o jovem extremo dos encarnados concluiu uma bela jogada coletiva, a cruzamento de Schjelderup, para o 2-0 no marcador. Por essa altura, já ia fazendo a diferença um autogolo de João Pedro, numa infelicidade após uma boa jogada de Dahl com Schjelderup, ao minuto 16.
O Tirsense, verdade seja dita e como prometera Emanuel Simões, mostrou-se ao jogo. Quis jogar. Mas as diferenças eram evidentes e a capacidade de chegar com perigo ao último terço foi quase nula. Assente num 5x3x2, com Mesquita e Alex Reis mais adiantados, o Tirsense acabou por ter os seus melhores períodos nos minutos iniciais de cada uma das partes. Aos cinco minutos, não fosse a hesitação de Jorge Silva e de Gonçalo Cardoso ao segundo poste e o golo podia ter acontecido.
A partir daí, o Benfica tomou conta das operações e, quando acelerou um pouco, fez dois golos. Leandro Santos e Amdouni também tentaram de fora da área, mas Tiago Gonçalves defendeu. Do outro lado, Samuel Soares foi dono e senhor da sua área, agarrando bolas vindas de cantos ou cruzamentos. Alex Reis, ao minuto 28, teve a única bola enquadrada até ao intervalo, mas fácil para o guardião das águias.
Para a segunda parte, Emanuel Simões tirou um central (Cardoso) e lançou Fontini para a ala direita do ataque. A equipa passou a variar entre uma linha de cinco (com Júnior Franco a encaixar entre os centrais sem bola) e de quatro, na missão ofensiva. Mas foi sol de pouca dura a boa entrada após o intervalo.
A partir dos 50 e poucos minutos, o Benfica tomou conta da bola e, quando Lage lançou Prestianni, Tiago Gouveia e Arthur Cabral a meio da segunda parte, tudo mudou.
Há cerca de um minuto em campo, Prestianni (de volta seis meses e meio depois), a passe de Schjelderup, assinou o 3-0 (68m) para a sua estreia a marcar pela equipa principal. Ao minuto 72, o regressado Tiago Gouveia (não jogava pela equipa principal há quase oito meses), cruzou para a finalização de Arthur Cabral, que não jogava desde a receção ao Barcelona e não marcava há três meses.
Quem saiu do banco saiu mesmo com vontade e, já com o estreante Joshua Wynder em campo e com Nuno Félix, Prestianni e Schjelderup inverteram papéis e o norueguês selou a goleada.
