Taça: Famalicão-Portimonense, 1-1 (2-4 g.p.) (crónica)

Nuno Dantas , Estádio Municipal de Famalicão
21 dez 2021, 23:50

Portimonense chega aos quartos de final 20 anos depois

O Portimonense apurou-se, heroicamente, para os quartos de final da Taça de Portugal 20 anos depois. A equipa de Portimão jogou quase toda a segunda parte e o prolongamento com menos um jogador e, no final, não tremeu nas grandes penalidades.

Apuramento da equipa mais bem organizada e mais solidária, contra muito coração do Famalicão e pouca cabeça. Aylton foi de herói a vilão: marcou em cima do intervalo e foi expulso no reatamento.

Bruno Rodrigues ainda deu alento aos famalicenses, mas nunca mais conseguiram descobrir o caminho para o golo. Estreia com o pé esquerdo do novo técnico Rui Pedro Silva, que tem pela frente a árdua tarefa de colocar um grupo de bons jogadores a funcionar como equipa.

Aylton a marcar

Para chegar até aqui, o Famalicão goleou a Académica de Coimbra (0-4), da II Liga, e eliminou o Alverca (1-2), da Liga 3. Já o Portimonense venceu nas grandes penalidades a Oliveirense, da Liga 3, e ganhou no reduto do Penafiel (0-3), da II Liga. Antes da visita a Alvalade, Paulo Sérgio mudou mais de meia equipa em Famalicão.

O técnico trocou sete jogadores que tinham sido titulares no empate caseiro frente ao Arouca. Dos titulares, apenas se mantiveram Moufi, Willyan, Lucas Possignolo e Aylton. Do lado Famalicense, o novo treinador não fez muitas alterações e manteve o 4x2x3x1 de Ivo Vieira. Saíram Penetra, Ofori e Pedro Brazão, para dar lugar a Pickel, Iván Jaime e Ivo Rodrigues.

Numa primeira parte muito equilibrada e em que as equipas não quiseram arriscar muito, os locais entraram melhor e ficaram perto do golo logo no início. Numa jogada de laboratório, Batubinsika remata já dentro da área, o esférico desviou num defesa e, à boca da baliza, Banza não consegue emendar para golo.

Na resposta, Fabrício foi ao terceiro andar cabecear rente ao poste. Com muitas cautelas dos dois lados, o jogo estava mastigado, com tentativas, aqui e ali, de esticar o jogo. Por isso, poucas vezes chegavam à baliza. Exceção para confirmar a regra: remate de Banza, à meia volta, para as mãos de Payam.

Ah, e o golo, claro. Já em tempo de compensação, Moufi desmarca Aylton na frente, que baila perante Batubinsika e, depois de lhe partir os rins, remata cruzado para golo.

Bruno Rodrigues deu esperança

Mas no melhor pano caiu a nódoa logo após o reatamento. Aylton, que havia levado cartão amarelo pouco antes do intervalo, teve uma entrada dura e foi expulso por acumulação. Paulo Sérgio reagiu de imediato e reforçou o setor defensivo. Entrou Pedrão para o eixo da defesa, passando o Portimonense a jogar com três centrais.

O Famalicão ganhou nova vida e encostou por completo a turma algarvia às cordas. Os visitantes voltaram a fechar as linhas e passaram a jogar num 5x4, mas não conseguiam sair das amarras famalicenses e chegar ao ataque era tarefa quase impossível. Os locais trocavam bem o esférico, chegavam à área contrária, mas ia faltando o último passe ou o remate.

A igualdade acabou por chegar nos últimos dez minutos, de bola parada. Canto apontado por Ivo e Bruno Rodrigues a aparecer ao primeiro poste a cabecear para golo. Merecido depois de tanto tentar. Até ao final, os de Famalicão, com muito coração e pouca organização e cabeça, tentou de tudo chegar à vitória, mas não evitou o prolongamento.

Penáltis decidiram

Castigo para as duas equipas e oferta de 30 minutos de jogo para os adeptos. Os famalicenses continuaram por cima do jogo, mas os de Portimão começaram, a espaços, a ter mais bola e a chegar à baliza contrária. Carlinhos ficou perto do golo para os forasteiros com uma bomba do meio da rua. Do lado dos locais, foi Marín, de cabeça, que esteve mais perto do golo. Payam segurou a igualdade.

A segunda parte do prolongamento foi mais do mesmo: o Famalicão com muita bola, mas sem criar perigo. Por isso, chegaram os penáltis. Aí, os de Portimão não tremeram e não falharam nenhum. Nos locais, Banza e Pickel permitiram a defesa de Payam, o herói improvável, e deitaram por terra a presença nos quartos. Permaneceu a tradição do Portimonense vencer em Famalicão.

 

FICHA DE JOGO

Estádio Municipal de Famalicão

Árbitro: Manuel Oliveira

Assistentes: João Bessa e Carlos Campos

Quarto árbitro: David Silva

VAR: Bruno Esteves

FAMALICÃO: Luiz Júnior, De La Fuente (Pedro Marques, 65), Riccieli, Batubinsika, Adrián Marín, Pêpê, Pickel, Iván Jaime (Marcos Paulo, 72), Bruno Rodrigues (Ofori, 120), Ivo Rodrigues (Pedro Brazão, 112) e Banza.

Treinador: Rui Pedro Silva

PORTIMONENSE: Payam, Moufi, Willyan, Lucas Possignolo, Relvas, Pedro Sá, Ewerton (Lucas Fernandes, 119), Imbula (Pedrão, 60), Aylton, Anderson (Angulo, 60; Luquinha, 118) e Fabrício (Carlinhos, 74).

Treinador: Paulo Sérgio

Ao intervalo: 0-1

Marcadores: 0-1, por Aylton (45+2); 1-1, por Bruno Rodrigues (82)

Disciplina: cartão amarelo a Bruno Rodrigues (84), Riccieli (91); Ewerton (28), Aylton (40 e 51), Lucas (43), Moufi (78), Willyan (94), Angulo (94), Payam (87), Pedrão (105). Vermelho a Aylton (51)

Resultado final: 1-1 (2-4 nas gp)

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