Domínio e sobressalto: Sp. Braga respira fundo e segue em frente na Taça
A derradeira vaga nos oitavos de final da Taça de Portugal é do Sp. Braga. Os guerreiros bateram o Nacional da Madeira (4-2) num jogo em que se aplica o chavão futebolístico das «duas partes distintas». A equipa minhota chegou ao intervalo a vencer por três bolas a zero, mas acabou a ter de respirar fundo perante a reação insular na segunda metade.
Numa das duas únicas eliminatórias que colocou frente a frente dois emblemas da Liga, o embate ameaçou ser desequilibrado – e começou por ser – com Ricardo Horta a fazer a diferença com dois golos e uma assistência, levando o Nacional a ser uma sobra daquilo que demonstrou há dois meses, na Liga, quando saiu da pedreira com os três pontos.
Conseguiu mudar ligeiramente a imagem da sua equipa Tiago Margarido, com dois golos em cinco minutos na segunda metade, reabrindo o jogo que parecia perdido, mas sem conseguir disputar a eliminatória. O saldo final de seis golos esconde um jogo de extremos.
Ricardo Horta, o capitão que indica o caminho
Com algumas mexidas em relação aos elementos que costumam ser protagonistas no campeonato, conjugou-se, então, uma superioridade vincada do Sp. Braga na primeira metade: a equipa da casa entrou com afinco, precavida pela derrota do campeonato; tranquilo, o Nacional foi demasiado macio e num ápice estava a perder por duas bolas a zero, muito por culpa da prestação de Ricardo Horta.
Aos dez minutos o capitão abriu o ativo com um belo gesto técnico. Victor Gomez deu o primeiro contributo ao galgar metros pela direita, Fran Navarro deixou o esférico passar com uma simulação e na área o capitão chamou a si a sua classe. Evitou o marcador direto ao picar o esférico, batendo depois Lucas França com um remate sem hipóteses. Apenas cinco minutos depois, da marca dos onze metros, o mesmo Ricardo Horta puniu a mão na bola de José Gomes com o segundo da noite.
Travão na intensidade, margem de conforto conseguida, gestão do jogo perante um nacional perdido em campo perante a estupefação de Tiago Margarido. O cenário compôs-se ainda mais para as hostes bracarenses com novo golo, mesmo sem acelerar, antes do intervalo. Lagerbielke cabeceou com sucesso a corresponder a um canto de Horta, levando o jogo com um diferencial de três golos para o intervalo.
Um Nacional diferente a reabrir o jogo
Mudança de fita. O filme da segunda metade foi ligeiramente diferente, a começar pelos protagonistas. Nourani e Vallier foram lançados por Tiago Margarido e, do lado do Sp. Braga, na gestão do plantel, Carlos Vicens deixou Ricardo Horta nas cabines, já a pensar no jogo de quinta-feira frente ao Rangers, a contar para a Liga Europa. O Nacional acreditou e reabriu um jogo que parecia fechado jogo.
Dois golos em cinco minutos, de Baeza e Chucho Ramirez, provocaram a dúvida na pedreira. O setor mais recuado do Sp. Braga abriu brechas, foi competente com movimentações rápidas o Nacional. Nourani colocou Baeza na cara de Ballaarouch para o primeiro e, completamente isolado, Ramirez driblou o guarda-redes ainda com meia hora para se jogar.
Incerteza no jogo, tudo em aberto de forma impensável. A três minutos dos noventa foi Victor Gomez a sossegar as hostes bracarenses, ao apontar de cabeça o quarto dos bracarenses, carimbando aí a passagem aos oitavos de final. Segue em frente na Taça o Sp. Braga, de forma justa, não se livrando de um susto. A gestão ia causando sobressaltos.
