Visitantes sem cerimónia na abertura
O Famalicão foi ao António Coimbra da Mota eliminar o Estoril, com uma vitória por 2-1, num jogo em que entrou praticamente a ganhar e que depois geriu muito bem, chegando a um segundo golo, já na segunda parte. A equipa de Hugo Oliveira teve depois de concentrar-se na forte reação da equipa da casa que ainda reduziu a diferença e acreditou no empate até ao último suspiro. O jogo acabou mesmo com os adeptos da casa a gritarem golo. Mas foi ilusão de ótica.
Confira o FILME E A FICHA DO JOGO
Um jogo entre duas equipas que estavam num bom momento e que praticam um futebol positivo e que, por isso, prometia um bom espetáculo, mas o duelo ficou, desde logo, desequilibrado, uma vez que o Famalicão, na primeira vez que desceu para o ataque, chegou ao golo.
Os visitantes apanharam os anfitriões a dormir e, sem cerimónia, atacaram de forma massiva pela esquerda, com muitos jogadores, com Gustavo Sá a ganhar a linha de fundo e a cruzar atrasado para o remate de Van de Looi. A bola sofreu um desvio nas pernas de Kevin Boma e traiu Martin Turk. Ainda não estavam decorridos dois minutos de jogo e o Famalicão já estava na frente.
Um golo que deixou a equipa de Hugo Oliveira, com uma boa posse de bola, muito confortável no jogo, até porque o Estoril acusou o toque e demorou uma eternidade a assentar o seu jogo. Com poucos espaços para chegar à frente, os canários apostaram em demasia em pontapés longos, facilitando a tarefa do Famalicão que recuperava facilmente a bola e saía a jogar com critério e objetividade.
O Famalicão até podia ter ampliado a vantagem neste período de desacerto do Estoril e Gustavo Sá marcou mesmo, aos 8 minutos, mas estava claramente adiantado e não valeu. O Estoril demorou a entrar no jogo, mas a verdade é que foi crescendo e chegou a ameaçar o empate nos últimos dez minutos da primeira parte.
Primeiro com uma cabeçada de Kevin Boma, a cruzamento de Ricard Sánchez, logo a seguir, num lance bem trabalhado entre João Carvalho e Pizzi que permitiu a Gonçalo Costa fugir pela esquerda e cruzar com muito perigo. André, no coração da área, com tudo para fazer golo, tocou para as mãos de Zlobin.
Bomba de Bondo e forte reação dos canarinhos
O Famalicão voltou a procurar nova entrada forte na segunda parte, mas, desta vez, o Estoril não permitiu e assumiu as rédeas do jogo. Gil Dias, com um remate em arco, ainda criou uma boa oportunidade para o Famalicão, mas era a equipa da casa que já estava por cima e reforçou essa tendência depois das entradas de Rafik Guitane e Begraoui. Os canarinhos conquistaram cantos atrás de cantos, tiveram várias oportunidades para marcar, com destaque para um remate em arco de João Carvalho.
O Famalicão, nesta altura, estava totalmente focado no processo defensivo, mas foi ensaiando algumas transições, como é exemplo uma arrancada de Pedro Bondo que quase enganou Martin Turk com um chapéu bem medido. Foi já contra a corrente do jogo que o Famalicão chegou ao segundo golo, na sequência de um pontapé de canto, ao minuto 78. O Estoril ainda afastou a bola num primeiro momento, mas apareceu Pedro Bondo, à entrada da área, a disparar uma bomba indefensável. Grande golo do angolano.
Parecia que estava feito, mas o Estoril nunca atirou a toalha ao chão. Ian Cathro lançou ainda Alejandro Marqués e o venezuelano marcou logo a seguir, depois de um bom cruzamento de Rafik Guitane. Ainda faltam três minutos para os 90, além da compensação, e os canarinhos ainda levaram os adeptos a gritar novamente «golo», num lance com os mesmos protagonistas, mas a bola passou ao lado.
É o Famalicão que segue para os oitavos de final da prova rainha.
Momento do jogo: golo madrugador de Van de Looi
O primeiro lance de ataque resultou em golo na Amoreira. O Famalicão apanhou o Estoril a dormir e marcou logo no primeiro minuto, num lance de ataque sobre a esquerda com muitos jogadores, a apanhar o Estoril completamente descompensado. Gustavo Sá ganhou a linha de fundo e cruzou atrasado para o remate de primeira de Van de Looi. A bola ainda sofreu um desvio nas pernas de Kevin Boma e traiu Martin Turk.
Figura do jogo: Gustavo Sá
O internacional sub-21 esteve em dúvida até ao início do jogo, mas acabou por ser titular e acabou por ter enorme influência no jogo. Foi ele que fez a assistência para o golo madrugador e depois esteve sempre muito em jogo, na organização do ataque da equipa de Hugo Oliveira. Ainda proporcionou um susto, num lance dividido com Kevin Boma, em que esteve a receber assistência, mas acabou por jogar até ao minuto 88.
Positivo: boa entrada de Rafik Guitane
O Estoril estava a carregar com tudo à procura do empate e o argelino acentuou essa tendência com uma excelente entrada do jogo, criando muitos desequilíbrios na área do Famalicão. Foi ele que arrancou a assistência para o golo de Alejandro Marqués e esteve muito perto de fazer nova assistência bem-sucedida para o venezuelano.