Taça: Rio Ave-Tondela, 0-1 (a.p.) (crónica)

André Cruz , Estádio dos Arcos, Vila do Conde
12 jan, 21:29

«Azeri» escreveu o II capítulo da história

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Na terceira vez em que defrontou uma equipa da Liga na Taça de Portugal, o Rio Ave caiu. O Tondela, que já tinha alcançado os inéditos «quartos», venceu nos Arcos (1-0) graças a um golo com assinatura de Renat Dadashov, que escreveu o II capítulo da história dos beirões na competição.

Pantalon até assustou logo nos minutos iniciais e fazia prever uma primeira parte entretida, mas as equipas nunca conseguiram desamarrar o nó nos primeiros 45 minutos.

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O Tondela assumiu a batuta e comandou a posse de bola, mas sem causar pânico junto da defensiva vilacondense. Já a turma da casa tinha um guião fácil de interiorizar: explorar a profundidade de Aziz com passes longos. O avançado ganês foi titular em detrimento de Pedro Mendes e mostrou que a velocidade é mesmo uma das suas maiores valências, mas os centrais beirões haviam montado uma barreira impenetrável.

Primeiro, Manu Hernando, depois Sagnan, evitaram que Aziz causasse estragos ao deslizarem no relvado para roubar a «redondinha».

O jogo remetia-se aos duelos – que bem esteve Ricardo Alves a esse nível – e poucas foram as jogadas elaboradas desde princípio a fim.

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As bancadas, por isso mesmo, tiveram poucos momentos de exaltação. Ainda assim, Salvador Agra teve de aguentar a fúria dos adeptos visitantes que não lhe perdoam o passado no rival Varzim.

Na segunda parte, o receio continuava a imperar. O medo de não marcar presença nas meias-finais superiorizava-se à vontade de lá chegar e, invariavelmente, condicionava a qualidade e o ritmo do jogo.

Eis que chegou o minuto 63.

Aderllan, que havia sido amarelado logo nos instantes iniciais, voltou a travar um adversário em falta e Artur Soares Dias exibiu a cartolina vermelha. A partir de então, o jogo mudou de figurino. O Tondela tomou conta do meio campo defensivo do Rio Ave e colecionou algumas ocasiões, ainda que sobretudo com recurso aos remates de fora da área.

E o Rio Ave pagou na mesma moeda. Joca liderou a jogada, ofereceu a bola de bandeja a Guga, que tirou um remate em jeito só travado pela trave da baliza auriverde. Gabrielzinho ainda foi rápido a reagir na recarga e conseguiu balançar as redes, mas estava em posição irregular.

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Daniel dos Anjos, Boselli e Tiago Dantas eram os homens que guiavam o leme do Tondela. Sempre a largos metros da baliza vilacondense, tentavam o golo com disparos ora de pé direito, ora de pé esquerdo, em força ou em jeito. Léo Vieira cumpria o seu papel e encaixou de forma segura todas as tentativas.

Mas um novo capítulo da história do Tondela seria escrito pelos pés de um azeri sentado no banco. Dadashov rendeu o esgotado Daniel dos Anjos, no prolongamento, e precisou de apenas alguns segundos para 'picar' para golo após saída de Léo Vieira. Para «azeri» dos visitados, a bola encaminhou-se lentamente para as redes verde e brancas enquanto se iniciou a correria dos atletas beirões para o relvado, que se juntaram em festa.

Tal festa até poderia ter um final bem diferente, não fosse o livre de Sávio embater na trave da baliza de Niasse para aperto dos corações auriverdes.

À terceira foi mesmo de vez e o Rio Ave não conseguiu derrotar outra equipa do primeiro escalão, apesar das tentativas nos últimos suspiros do prolongamento. Já o Tondela sai dos Arcos com um triunfo pela margem mínima e nas meias-finais pode voltar a defrontar uma turma da II Liga. Os beirões jogam com o vencedor do Mafra-Portimonense e terão oportunidade de escrever o III capítulo na história do clube na prova: a inédita final do Jamor. 

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