Saints do céu ao inferno em oito minutos
Sensacional! O Manchester City bateu o Southampton com uma reviravolta no Estádio de Wembley e está, pela quarta vez consecutiva, na final da Taça de Inglaterra, mas teve de sofrer para vencer este sábado a equipa que luta para regressar à Premier League. Foram os Saints que marcaram primeiro, deixando as bancadas em delírio, já perto do final, mas os citizens acabaram por virar a eliminatória com dois golos de rajada.
Temos de começar pelo magnífico ambiente no Estádio de Wembley, com mais de 75 mil adeptos nas bancadas, com uma clara maioria do Southampton, determinados a festejar, face ao percurso sensacional dos Saints na segunda metade da temporada, com uma série de 19 jogos sem derrotas que lhe permitem, agora, estar a lutar pelo regresso à Premier League.
No lado contrário, um Manchester City com a moral em alta, depois de ter chegado ao primeiro lugar da Premier League e com a possibilidade de fazer o «tremble» interno, já com a Taça da Liga no bolso. Apesar da oportunidade para chegar à quarta final consecutiva, Pep Guardiola deixou bem claras as suas prioridades e promoveu uma autêntica revolução no onze habitual, com oito alterações em relação ao último jogo com o Burnley, deixando jogadores como Donnarumma, Bernardo Silva e Erling Haaland no banco.
O jogo começou com os citizens com uma elevada posse de bola, mas com uma progressão lenta sobre ao relvado, em contraste com os Saints que se fechavam bem a defender e saíam em grande velocidade para o ataque, quase sempre em transições pela esquerda, onde se destacava o extremo brasileiro Léo Scienza. Mas a primeira grande oportunidade foi para o City, com Reijnders a atirar com estrondo ao poste, mas a bandeirola estava levantada. Respondeu o Southampton com uma das tais transições de Léo Scienza que acabou em golo, mas a bandeirola estava outra vez levantada. Mesmo com golo anulado, os adeptos continuaram a festejar como se tivesse sido validado.
A verdade é que o Southampton, depois de suster as primeiras investidas dos citizens, foram ganhando confiança e, até ao intervalo, concederam muito poucas oportunidades ao poderoso adversário, com exceção para um remate cruzado de Kovacic e para uma investida de Marmoush. Muito pouco para a diferença de valores entre os dois emblemas. O intervalo chegou depois de um susto para Pep Guardiola, com Matheus Nunes, em dificuldades, a receber assistência. Khusanov esteve quase para entrar, mas o internacional português acabou por recuperar.
Três golos em oito minutos
O Manchester City aumentou a intensidade logo a abrir a segunda parte, criou uma, duas, três oportunidades, mas o Southampton, muito solidário, voltou a aumentar os índices de confiança, a crescer no jogo, sem em rápidas transições, e obrigou mesmo Guardiola a recorrer ao banco para lançar dois extremos, abdicando de Kovacic e Phil Foden [muito longe da melhor forma], para apostar em Savinho e Doku.
O City alargou o seu jogo e, já com Erling Haaland em campo, desmultiplicou-se em oportunidades, mas foi o Southampton que acabou por chegar primeiro ao golo, aos 79 minutos, depois de uma perda de bola de Cherki que proporcionou mais um contra-ataque para os Saints. De pé para pé, a bola chegou ao alemão Azaz que bateu Traffords com um remate sensacional de fora da área. Wembley quase veio abaixo, com os Saints em festa.
Finn Azaz with a wonder goal right in front of the @southamptonFC fans!
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— Emirates FA Cup (@EmiratesFACup) April 25, 2026
Ainda os adeptos do Southampton estavam a festejar e o City chegou ao empate, aos 82, com um remate inofensivo de Doku a tornar-se fatal depois de sofrer um desvio traiçoeiro na bota de Bree. Feito o empate e Guardiola lançou também Bernardo Silva, aos 85 minutos para a contenda, e o líder da Premier League acabou mesmo por virar o resultado, aos 87 minutos, com um fenomenal pontapé do ex-portista Nico González a levar a bola ao ângulo.
Two goals for @ManCity in five minutes and Nico González puts them ahead!
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Três golos num curto espaço de oito minutos que deixou Wembley em êxtase, mas a festa foi mesmo dos citizens que vão jogar a quarta final consecutiva, depois de terem perdido as duas últimas.
O Southampton ainda tentou chegar ao empate no tempo de compensação, mas foi o City que esteve mais perto de fazer o 3-1, com destaque para duas oportunidades flagrantes desperdiçadas por Savinho.
A equipa de Pep Guardiola vai agora aguardar pelo desfecho do duelo entre o Chelsea e o Leeds, marcado para domingo, para saber com quem é que vai discutir o título.
