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Taça da Liga: Benfica-Sp. Braga, 1-3 (destaques)

David Silva , Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Leiria
7 jan, 22:42
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Zalazar sem rodriguinhos e Pau Victor-ioso

A Figura: Rodrigo Zalazar

O que dizer do uruguaio? Há muito que é um jogador acima da realidade do Sp. Braga, esperando-se a inevitável saída do criativo num futuro próximo. Já tinha marcado de grande penalidade há dez dias; agora, fez uma jogada maradoniana, desde antes da linha divisória do meio-campo até à grande área, e marcou. Não esteve com ‘rodriguinhos’ e encarnou a 'raça' minhota. Pegou na bola, passou por Otamendi e Sudakov com uma velocidade estonteante. Ah, e não fôssemos esquecermo-nos da assistência para o golo de Pau Victor, entre outros passes açucarados. Exibição de mão cheia.

O momento: golo de Rodrigo Zalazar, 33m

Já o descrevemos sobejamente, mas vale a pena reforçar. A arrancada de Rodrigo Zalazar a 15 minutos do fim da primeira parte colocou um ‘prego’ sobre o jogo, bem cedo no duelo. Pelo menos, a nível anímico. A desconfiança espalhou-se das bancadas aos jogadores benfiquistas. Este golo vai ser relembrado em Braga por décadas.

Outros destaques:

Pau Victor: a crescer em maturidade e confiança. Os créditos do Barcelona começam a fazer sentido ao longo que a temporada decorre. Avançado refinado, calmo e oportunista, teve uma receção e finalização de grande nível no golo aos 19 minutos. Viria a repetir o bom momento aos 52 minutos, mas desta vez Trubin negou-lhe o bis com uma grande defesa. 60 minutos de grande qualidade.

Bright Arrey-Mbi: primeira parte irrepreensível do jovem defesa-central, sobretudo no que toca à concentração. Além de condicionar a ação de Pavlidis em cruzamentos, fez várias interceções que impediram a exploração das costas da defesa bracarense. A segunda parte trouxe novas dificuldades, mas deu boa conta de si.

Gianluca Prestianni: não foi titular, mas terá sido o melhor jogador do Benfica na partida. Isso diz muito não só da estratégia de José Mourinho, como também do desenrolar do jogo. A melhor dinâmica ofensiva da segunda parte cria-se sobretudo a partir de Prestianni, que esteve na origem da grande penalidade ganha por Pavlidis. Ingrato.

Vangelis Pavlidis: no momento capital, esteve lá mais uma vez. As grandes penalidades são cada vez mais uma especialidade do grego, que esteve muito bem marcado ao longo do jogo e teve de jogar longe da baliza de Hornicek (que também fez um bom jogo).

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