EUA querem baixar a quantidade de nicotina nos cigarros. O objetivo é que sejam menos viciantes

CNN Portugal , DCT
22 jun, 00:02
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabaco mata mais de oito milhões de pessoas por ano (Unsplash)

A entidade norte-americana pretende que haja um limite máximo de nicotina nos cigarros convencionais e nos produtos do tabaco acabado

A Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula a produção e comercialização de medicamentos e alimentos, quer tornar o tabaco menos viciante e com isso reduzir o número de fumadores nos Estados Unidos e as consequentes doenças causadas pelo tabagismo. E já sabe como o fazer: estipulando um limite máximo de nicotina por cigarro convencional e produto do tabaco acabado, como é o caso dos charutos, por exemplo.

Segundo o The New York Times, a FDA quer que as empresas produtoras de tabaco reduzam a quantidade de nicotina existente em cada unidade. Segundo um estudo do Laboratório de Endocrinologia Comportamental da Penn State University, a quantidade varia consoante a marca e tipo de cigarro, mas pode ir de 7,5 a 13,4 miligramas por cigarro.

“Como os danos relacionados com o tabaco resultam principalmente do vício em produtos que expõem repetidamente os utilizadores a toxinas, a FDA tomaria esta ação para reduzir o vício em certos produtos de tabaco, dando aos utilizadores viciados uma maior capacidade de parar [de fumar]”, lê-se no comunicado emitido pela entidade e divulgado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

Para já não há ainda uma data nem se sabe até se a medida vai avançar a curto e médio prazo, apesar de a FDA considerar urgente acelerar a cessação tabágica. Só nos Estados Unidos, onde fumam 30 milhões de pessoas, cerca de 1.300 pessoas morrem prematuramente todos os dias de causas relacionadas com o tabagismo - no total, é quase meio milhão de mortes por ano.

As empresas que produzem e fabricam produtos com tabaco e nicotina já vieram contestar a posição da FDA, afirmando que a agência não tem poder para impôr uma medida destas. Mas se esta medida for levada a cabo, os Estados Unidos juntam-se à Nova Zelândia e à Dinamarca nas posições mais agressivas a nível mundial para reduzir o número de fumadores ativos e, por consequência, passivos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabaco mata mais de oito milhões de pessoas por ano. Mais de sete milhões dessas mortes são resultado do uso direto do tabaco, enquanto cerca de 1,2 milhões são o resultado de não fumadores que são expostos ao fumo de forma passiva (os chamados fumadores passivos).

A Nova Zelândia quer proibir a venda de tabaco à próxima geração, num esforço para acabar com o tabagismo no país. O país prepara-se para impedir que os neozelandeses nascidos depois de 2008 nunca possam comprar tabaco de forma legal. A lei deve ser promulgada ainda este ano, no seguimento de um conjunto de novas políticas que incluem o aumento todos os anos do limite da idade legal para comprar tabaco.

Também a Dinamarca divulgou um plano de controlo de tabagismo que, segundo o The Guardian, poderá incluir a proibição de venda de tabaco e outros produtos com nicotina a todos os dinamarqueses que tenham nascido depois de 2010.

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