"Na verdade, sou... um xerife adjunto juramentado"
Ex-ator que fez de Super-Homem vai juntar-se às autoridades de imigração dos EUA
por Olivia Kemp, CNN
Dean Cain, ex-ator que fez de Super-Homem, revelou que vai juntar-se às fileiras da agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), mostrando o seu apoio à repressão à imigração do presidente dos EUA, Donald Trump.
O herói de banda desenhada que Cain interpretou na série de televisão dos anos 90 "Lois & Clark: As Novas Aventuras do Super-Homem" pode ter sido ele próprio um imigrante, mas parece que o ator tem uma visão mais rígida sobre a chegada de estrangeiros aos Estados Unidos.
Numa entrevista à Fox News esta quarta-feira, Cain revelou que decidiu juntar-se à agência depois de partilhar um dos vídeos de recrutamento da ICE nas redes sociais no dia anterior.
"Na verdade, sou... um xerife adjunto juramentado e um agente da polícia na reserva – não fazia parte da ICE, mas assim que publiquei o vídeo de recrutamento e tu colocaste uma pequena nota no teu programa, foi uma loucura", disse Cain ao apresentador da Fox News, Jesse Watters. "Então, agora conversei com alguns funcionários da ICE e serei empossado como agente do ICE o mais rapidamente possível."
Questionado sobre o que motivou a mudança, Cain, que é um conservador bem conhecido em Hollywood, disse: “Este país foi construído por patriotas que se levantaram, fosse popular ou não, e fizeram a coisa certa. Acredito sinceramente que esta é a coisa certa a fazer”.
Cain descreveu o sistema de imigração dos EUA como "falhado", dizendo: "O Congresso precisa de corrigi-lo, mas, por enquanto, o presidente Trump fez campanha com isso. Ele está a cumprir a sua promessa. Foi por isso que as pessoas votaram. Foi por isso que eu votei e ele vai levar isso adiante e eu farei minha parte e ajudarei a garantir que isso aconteça”.
A promessa pública de Cain de se juntar à ICE surge num momento de aceleração significativa na aplicação da lei de imigração, com a administração Trump a deter centenas de imigrantes todos os dias em todo o país.
Mas uma análise da CNN aos dados da agência revelou uma divisão acentuada entre os estados azuis e os estados vermelhos no que diz respeito aos locais onde o ICE efetua essas detenções.
Nos estados que votaram em Trump, os agentes da ICE tendem a prender imigrantes diretamente nas prisões e cadeias.
Por outro lado, nos estados de tendência democrata, a ICE prende frequentemente imigrantes nos locais de trabalho, nas ruas e em operações policiais maciças, o que tem provocado protestos e reações intensas em cidades como Los Angeles. A maioria dos detidos não tem antecedentes criminais.
No geral, a ICE está a fazer mais detenções nos estados republicanos que nos democratas — tanto na comunidade como, especialmente, nas prisões e cadeias —, segundo mostram os dados da própria organização.