Guarda Costeira da Suécia investiga suspeita de ruptura de cabos a leste de Gotland

21 fev 2025, 09:59
O navio da Guarda Costeira Sueca KBV033 e o navio de carga Vezhen estão ancorados fora de Karlskrona, Suécia, após uma nova ruptura de cabo no Mar Báltico (EPA)

Incidente ocorre cerca de três meses depois de, em novembro de 2024, dois cabos submarinos de fibra óptica terem sido cortados no mar Báltico

A Guarda Costeira da Suécia enviou um navio para o local onde se suspeita que tenha havido uma ruptura de cabos, a leste de Gotland, na Suécia. Segundo a autoridade responsável pela ação penal já foi aberto um inquérito sobre uma possível violação, numa área onde vários cabos do fundo do mar foram danificados nos últimos meses.

“Recebemos informações sobre uma suspeita de violação de cabo e o Ministério Público optou por iniciar uma investigação preliminar”, disse um porta-voz da Guarda Costeira à Reuters, acrescentando que um navio da guarda costeira "foi enviado para o local ao largo da ilha de Gotland".

Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, já tomou conhecimento do ocorrido tendo informado que os danos em qualquer infraestrutura submarina eram particularmente preocupantes no meio da atual situação de segurança.

A região do Mar Báltico tem estado em alerta, tendo a NATO reforçado a sua presença após uma série de cortes de cabos eléctricos, telecomunicações e gasodutos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022. A maioria foi causada por navios civis que arrastaram as suas âncoras.

O incidente ocorre cerca de três meses depois de, em novembro de 2024, dois cabos submarinos de fibra óptica terem sido cortados no Mar Báltico, o que levou a suspeitas de sabotagem.

Um dos cabos cortados estava localizado entre a Lituânia e a Suécia e teve como causa um dano físico, segundo confirmou o porta-voz da Telia Lituânia, Audrius Stasiulaitis, à CNN. “Podemos confirmar que a interrupção do tráfego de internet não foi causada por falha de equipamento, mas por dano físico ao cabo de fibra óptica.” 

O outro cabo que ligava a Finlândia e a Alemanha também foi cortado, de acordo com a Cinia, a empresa finlandesa controlada pelo estado que opera a ligação. Nessa altura os EUA, ainda sob a presidência de Joe Biden, apontaram o dedo ao Kremlin. Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, já reagiu admitindo que o governo do país já foi informado e que os danos em qualquer infraestrutura submarina eram particularmente preocupantes no meio da atual situação de segurança.

Sobre o incidente desta sexta-feira, a Guarda Costeira da Suécia não quis avançar com mais informações.

Europa

Mais Europa