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Unicef deixa alerta: morreram cerca de 40 crianças em três dias de bombardeamentos no Sudão

Agência Lusa , PP
5 fev 2025, 19:30
Sudão do Sul, refugiados, Darfur (ver descrição e créditos na própria imagem)

Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância, referiu-se especificamente aos ataques contra Kadugli, a capital do Cordofão do Sul, na segunda-feira, que “mataram 21 crianças e mutilaram outras 29”

Pelo menos 40 crianças foram mortas em três dias durante os bombardeamentos em várias regiões do Sudão, afirmou esta quarta-feira o Unicef, considerando que o número traduz as ameaças crescentes no país, devastado pela guerra.

“Pelo menos 40 crianças foram mortas em apenas três dias em três zonas distintas do país. Esta é uma ilustração clara das ameaças devastadoras e crescentes que as crianças enfrentam no Sudão”, afirmou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, em comunicado.

Annmarie Swai referiu-se especificamente aos ataques contra Kadugli, a capital do Cordofão do Sul, na segunda-feira, que “mataram 21 crianças e mutilaram outras 29”.

Por outro lado, há também relatos de pelo menos 11 crianças mortas no bombardeamento de um mercado de gado em Al-Fashir, a capital do Darfur do Norte, e de outras oito crianças mortas num ataque a um mercado perto de Cartum, no sábado.

Desde abril de 2023, os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) estão em guerra com o exército do general Abdel Fattah al-Burhane, um conflito que já causou dezenas de milhares de mortos e mais de 12 milhões de deslocados.

“Infelizmente, é raro passarem-se mais do que alguns dias sem que haja novos relatos de crianças mortas ou feridas”, lamentou Annmarie Swai.

A ONU registou mais de 900 “violações graves” cometidas contra crianças entre junho e dezembro de 2024, sobretudo crianças mortas ou feridas, principalmente em Darfur, Cartum e no estado de Al-Jazira.

“As crianças do Sudão estão a pagar o preço mais alto pelos combates incessantes”, denunciou a representante do Unicef, apelando uma vez mais às partes beligerantes para que respeitem o direito internacional humanitário, protejam as crianças e cessem as hostilidades.

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