Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância, referiu-se especificamente aos ataques contra Kadugli, a capital do Cordofão do Sul, na segunda-feira, que “mataram 21 crianças e mutilaram outras 29”
Pelo menos 40 crianças foram mortas em três dias durante os bombardeamentos em várias regiões do Sudão, afirmou esta quarta-feira o Unicef, considerando que o número traduz as ameaças crescentes no país, devastado pela guerra.
“Pelo menos 40 crianças foram mortas em apenas três dias em três zonas distintas do país. Esta é uma ilustração clara das ameaças devastadoras e crescentes que as crianças enfrentam no Sudão”, afirmou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, em comunicado.
Annmarie Swai referiu-se especificamente aos ataques contra Kadugli, a capital do Cordofão do Sul, na segunda-feira, que “mataram 21 crianças e mutilaram outras 29”.
Por outro lado, há também relatos de pelo menos 11 crianças mortas no bombardeamento de um mercado de gado em Al-Fashir, a capital do Darfur do Norte, e de outras oito crianças mortas num ataque a um mercado perto de Cartum, no sábado.
Desde abril de 2023, os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) estão em guerra com o exército do general Abdel Fattah al-Burhane, um conflito que já causou dezenas de milhares de mortos e mais de 12 milhões de deslocados.
“Infelizmente, é raro passarem-se mais do que alguns dias sem que haja novos relatos de crianças mortas ou feridas”, lamentou Annmarie Swai.
A ONU registou mais de 900 “violações graves” cometidas contra crianças entre junho e dezembro de 2024, sobretudo crianças mortas ou feridas, principalmente em Darfur, Cartum e no estado de Al-Jazira.
“As crianças do Sudão estão a pagar o preço mais alto pelos combates incessantes”, denunciou a representante do Unicef, apelando uma vez mais às partes beligerantes para que respeitem o direito internacional humanitário, protejam as crianças e cessem as hostilidades.